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RÁDIO LIBERDADE - Sábado, 10 de dezembro de 2011 - Escrito por Acácio Pinto - Tradução de Zizi Pedruco para o Timor Hau Nian Doben
Rádio Online - O Presidente da República (PR), José Ramos Horta, sente-se bastante triste com o Dia Mundial da Corrupção celebrado no dia 9 de dezembro, porque a corrupção é muito grande em Timor Leste (TL).
O PR fez estas declarações aos jornalistas depois de ter participado na comemoração do Dia Mundial da Anticorrupção, no salão do Centro de Convenções em Díli, na passada sexta-feira.
Horta disse, " Sinto-me muito triste porque os casos de corrupção são muitos mesmo. A corrupção é proveniente de pessoas grandes (de posição elevada) e pequenas (arraia-miúda), e o dinheiro envolvido na corrupção é variável, isto é, pequenas e grandes quantias são alvo de corrupção dentro da administração. Eu não estou a dizer o nome de nenhum ministro, isto não faz parte das minhas competências, mas a incidência da corrupção é muito grande".
Horta declarou que, em relação à transparência internacional a reputação de Timor Leste é grande, mas TL está a manchar o seu nome com a corrupção, e Timor Leste ainda vai ter um nome grande no mundo, por causa da corrupção.
O PR deu como exemplo: noutros países quando os meios de comunicação social noticiam a desconfiança de que um ministro esteja envolvido na corrupção, este ministro resigna imediatamente. Como aconteceu no Brasil há dois anos, sete ministros demitiram-se. Isto significa que os ministros de Timor Leste trabalham mais que os ministros brasileiros, ou os brasileiros é que trabalham mais do que os timorenses?
Horta confessou que a sua experiencia no I governo constitucional é de que, ele como ministro dos Negócios Estrangeiros quando fazia viagens para Nova Iorque, o orçamento da viagem era de dois mil, contudo, o aprovisionamento mandava-lhe três mil. Horta não recebia tudo e mandava algum dinheiro de volta. Este método (utilizado por ele) é uma maneira de combater a corrupção e ajudar o Estado a ter mais dinheiro para desenvolver a nação e a vida do povo.
Da mesma forma o Presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes, declarou que, para que o tribunal trabalhe bem de modo a julgar os casos de corrupção, o Estado tem de pagar bem os salários dos juízes.
" As pessoas que trabalham no tribunal para não caírem em tentação, elas têm de ser bem remuneradas. Porque o papel do tribunal é enorme, mas para que tudo corra bem, tem de haver uma boa colaboração", concluiu Cláudio
O comissário adjunto da Comissão Anticorrupção (CAC), José das Neves, disse que, há sete casos de corrupção que a CAC já investigou e entregou ao Ministério Público e a CAC ainda está à procura de dados para os completar.
"Nós temos a esperança de que este ano se finalizem (os casos) e algumas pessoas sejam julgadas", declarou o adjunto da CAC.
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