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Porto, 12 dez (Lusa) - O ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste esteve hoje no Porto para apelar ao investimento no seu país, que "pode ser o trampolim de acesso ao mercado asiático" e a "ponte de ligação entre o oriente e o ocidente".
"O intuito é vir aqui e ver se conseguimos estabelecer melhores e maiores relações de cooperação entre Timor-Leste e Portugal. É um país novo, subdesenvolvido, precisamos de bastante investimento e gostaríamos de ver os nossos irmãos de Portugal a investir em Timor-Leste", disse hoje João Mendes Gonçalves no final de uma reunião com o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.
O ministro salientou que Timor-Leste é um país "com um potencial extraordinário" e que "precisa de todo o tipo de investimento" em diversas áreas pelo que "as pequenas e médias empresas têm possibilidades enormes de serem bem sucedidas se lá se investirem".
João Mendes Gonçalves destacou que "Timor-Leste tem um potencial extraordinário de acesso ao mercado internacional", contando com acordos com os EUA, UE, China e Índia, pelo que "pode bem vir a ser não só o trampolim de acesso ao mercado asiático para empresas portuguesas e da CPLP como também uma ponte de ligação entre o oriente e o ocidente para o mercado do comércio".
Aos empresários que quiserem investir em Timor, o país oferece "incentivos na área de concessão de tarifas tributárias e concessão de terras".
"As nossas leis tributárias são também muito competitivas, são das mais competitivas do sudoeste asiático, temos impostos de importação que reduzimos de 12 para cinco por cento", frisou.
É no sentido de sensibilizar os empresários portugueses que João Mendes Gonçalves planeia voltar a Portugal em 2012 já com "um programa de promoção ao investimento em Timor-Leste".
Para o presidente da Câmara do Porto, Timor-Leste "é um país com muitas necessidades" e "exatamente por isso tem um potencial de crescimento muito grande".
"Por ser um país que está no seu início, devemos olhar [para Timor] como um país de grandes oportunidades. Há setores da atividade económica portuguesa, neste caso nortenha, que podem perfeitamente aproveitar essa possibilidade com ganhos de parte a parte", sublinhou.
LYL
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Lusa/fim
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