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Díli, 07 jul (Lusa) -- O porta-voz do Governo de Timor-Leste, Ágio Pereira, considerou hoje que a próxima reunião com os parceiros de desenvolvimento será uma oportunidade para pensar o desenvolvimento a longo prazo, evitando a concorrência de projetos paralelos.
"A reunião com os parceiros de desenvolvimento que se aproxima oferece uma oportunidade a Timor-Leste e aos parceiros de desenvolvimento para estabelecerem novas modalidades e esforços de envolvimento na coordenação e alinhamento da assistência de desenvolvimento ao plano nacional", afirmou.
Comentando a realização do encontro em Díli, terça e quarta-feira, Ágio Pereira salientou que o Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED), que vai ser apresentado pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, possibilita a passagem de um quadro de prioridades nacionais anuais para uma visão de longo prazo.
"Permite agora um planeamento a longo prazo por parte dos parceiros de desenvolvimento, o que pode conduzir a um esforço mais coeso, evitando a fragmentação, concorrência e sistemas paralelos do passado", referiu.
Ágio Pereira sublinha que o PED corresponde a "uma visão totalmente timorense" que, contando com a adesão dos parceiros internacionais, "tornará possível acelerar o progresso rumo à concretização articulada de metas comuns, nomeadamente a melhoria da qualidade de vida do povo timorense", disse.
De acordo com o porta-voz do Governo, "o plano, que estabelece o rumo de desenvolvimento de Timor-Leste ao longo dos próximos 20 anos, resulta de pesquisas, estudos, reflexões e consultas abrangentes".
Ágio Pereira lembrou que durante 2010 "o primeiro-ministro Xanana Gusmão atravessou o país, visitando pessoalmente cada um dos 65 sub-distritos, com o intuito de discutir as oportunidades e desafios que se deparam à nação, em reuniões abertas para uma consulta inclusiva" dos cidadãos.
Expressando "gratidão pelos muitos esforços feitos", o porta-voz manifestou a intenção do Governo de continuar "a partilhar a história de sucesso de Timor-Leste" com a sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento, agora tendo o PED como orientação.
"Estamos ansiosos por trabalhar juntos ao longo dos próximos dias, procurando formas inovadoras de criar a melhor prática mundial na coordenação da assistência de desenvolvimento, em harmonia e de forma alinhada com este novo plano nacional", concluiu.
MSO.
Lusa/Fim
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