Domingo, 17 de Julho de 2011

LIBERDADE

.

MIGUEL TORGA, in 'Diário XII'

— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
.

1 comentários:

Anónimo disse...

Pai nosso que estais no Ceu
Veja-nos livre do Plano,da burrice
Anda pra aqui muita gente, beu beu
Nao aguento com tanta parvoice

Santificada a liberdade do escuro
Do Aileba, do Maulambe e Mautabele
Ca se vai dando no ar muito "muro"
Hau kabun moras, hamenassa labele