Díli, 13 jun (Lusa) -- O Governo de Timor-Leste vai submeter a proposta de revisão da Lei do Fundo Petrolífero ao Parlamento "para consenso", mas o porta-voz da FRETILIN já disse hoje que a proposta governamental "é preocupante".
"A Lei será submetida ao Parlamento Nacional para consenso. As revisões permitem uma maior diversificação da carteira de investimentos, o que minimiza os riscos e maximiza as receitas a longo prazo", comentou o secretário de Estado do Conselho de Ministros, Ágio Pereira.
Segundo Ágio Pereira, que é também porta-voz do Governo, "desde 2007 que a melhor gestão do fundo tem produzido bons resultados, com 10 por cento do mandato relativo ao mercado global de ações investido atualmente em mais de 700 empresas espalhadas por 23 países".
"O Governo pretende continuar a diversificar a carteira, investindo até 50 por cento numa gama de aplicações, moedas e regiões de forma a obter maiores retornos económicos", revela aquele membro do executivo, salientando que a proposta resultou de quatro anos de estudo e análise.
Apesar da vontade manifestada pelo Governo em que a revisão da Lei do Fundo Petrolífero obtenha consenso parlamentar, José Teixeira, porta-voz do maior partido da oposição, a FRETILIN, considera a proposta governamental "preocupante", nomeadamente "porque o conselho de administração do Fundo passa a ser de nomeação do primeiro ministro" e "há uma mudança no tipo de aplicações, quanto à sua classificação, que até agora tinha de ser "AA+", o que aumenta o risco".
Reconhecendo que podem advir vantagens da diversificação da carteira de investimento, José Teixeira comenta que "50 por cento é uma percentagem elevada demais" .
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