Díli, 15 abr (Lusa) -- Timor-Leste "é um país rico com gente pobre" e o grande futuro da economia, depois dos recursos naturais, vai estar centrado no turismo, considerou hoje o ministro da Economia e Desenvolvimento, João Gonçalves.
Em declarações à agência Lusa, o governante recordou que o país tem imensos recursos naturais e por isso "é um país rico", mas tem uma população "pobre", uma realidade que tem de ser enfrentada por qualquer administração.
Apesar de reconhecer as fragilidades da população timorense, João Gonçalves mostrou-se otimista e defendeu que o país tem "todo o potencial para vir a ser um país desenvolvido no futuro".
É que, disse, a população é pequena -- estimada em 1,1 milhões de pessoas -- e além do petróleo e gás natural, Timor-Leste possui outros recursos naturais como o ouro, madeiras exóticas, pedras ornamentais, e um "grande potencial" em setores como o do café, cacau, pescas ou florestas.
"Os recursos naturais ou recursos minerais são recursos temporários e nós temos agora é aproveitar os rendimentos que nos trazem esses recursos para podermos investir em algo que nos venha a garantir um futuro sustentável e eu penso que o turismo é talvez o maior dos potenciais que temos", afirmou.
João Gonçalves salientou que o turismo é "uma indústria que se desenvolve para ficar" e se o país caminhar nesse sentido poderá até conquistar o valor de "Pérola do Oriente", retirando esse estatuto a Bali, na Indonésia, defendeu.
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