Díli, 08 abr (Lusa) -- Um relatório de um instituto de estratégia da Austrália, hoje citado pela agência noticiosa chinesa Xinhua, defende a continuação dos militares australianos em Timor-Leste até 2020.
O relatório do Australian Strategic Policy Institute (ASPI) adverte que a retirada total das forças australianas, prevista para depois das eleições de 2012, "pode abrir caminho a novas convulsões no país que obriguem a nova intervenção militar liderada pela Austrália".
"Uma retirada completa pode deixar a Força de Defesa Australiana exposta ao risco de ter que voltar (a Timor-Leste) numa data posterior", cita a Xinhua.
Segundo a agência chinesa, o relatório do instituto australiano aponta como exemplo a crise de 2006, "quando Timor-Leste quase entrou em colapso, após uma série de confrontos violentos que ameaçavam levar o país à guerra civil".
"Timor-Leste está atualmente relativamente estável e tende a continuar assim, mas ainda há uma série de focos de agitação em potencial", avalia o ASPI, considerando que a continuidade em Timor-Leste de uma presença relativamente pequena dos militares australianos "pode ajudar a prevenir crises futuras".
A alegada impreparação das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) é também o argumento usado pelo ASPI para recomendar o prolongamento da presença australiana, no sentido de dar "treino e orientação" aos militares timorenses.
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