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| Don Voelte |
Perth, Austrália, 20 abr (Lusa) -- O presidente executivo da australiana Woodside Petroleum teceu hoje duras críticas ao Governo timorense, afirmando que ao rejeitar o projeto de gás natural em Sunrise está a deitar fora a oportunidade para desenvolver o país.
"Pelo menos que falem connosco. Estamos a tentar marcar uma reunião com a pessoa que está a bloquear o projeto e nem sequer isso conseguimos", disse Don Voelte na reunião anual de acionistas da Woodside, na cidade de Perth, sem identificar o responsável timorense.
"A estrutura flutuante de GNL (Gás Natural Liquefeito) daria a Timor-Leste cerca de 13 mil milhões de dólares pelos 18 por cento por cento que eles têm do campo (de gás natural)", referiu.
Voelte, citado pela agência australiana AAP considera que Timor-Leste precisa do projeto para impulsionar o seu crescimento económico e por isso a sua recusa em apoiar o plano "é dececionante".
O projeto está parado há meses porque Timor-Leste prefere um terminal de GNL convencional, na sua costa, e um gasoduto, ao contrário da Woodside, que insiste na instalação de uma estrutura flutuante "offshore".
"Não há um funcionário do Governo (timorense) de quem eu pessoalmente não goste. Mas quando se analisam todas as falhas que tive com o E&P (exploração e produção) da indústria fora de Sunrise - nove poços secos, pessoas que abandonaram as concessões, etc... -- eles precisam, deixem-me repetir, eles precisam de Sunrise", sublinhou Voelte, já depois da reunião, em declarações aos jornalistas.
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