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Lisboa, 09 mar (Lusa) - A Austrália não tem necessidade de intervir numa disputa entre Timor-Leste e o produtor de petróleo e gás Woodside Petroleum sobre o gasoduto a construir no Mar de Timor, disse hoje o ministro dos Recursos Naturais australiano, Martin Ferguson.
"Estes assuntos vão resolver-se com o tempo. Trata-se de uma questão a que estou, obviamente, atento mas não estou com pressa.", disse o ministro numa entrevista à agência Reuters.
Martin Fergunson aceitou que o Governo australiano "tem responsabilidades, porque há um tratado e uma empresa como a Woodside já investiu quantias substanciais para obter a joint-venture".
O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Zacarias da Costa, disse em entrevista divulgada hoje pela Agência Lusa que as negociações estão num impasse e garantiu que, se até 2013 não se registarem avanços, o processo volta ao princípio.
Em causa está a construção de um gasoduto, que Díli pretende ver desembocar na sua costa sul, mais próxima que a costa australiana, solução preferida por Camberra, que argumenta com os custos económicos.
Os dois países partilham direitos de prospeção sobre uma zona rica em gás natural e petróleo e o acordo que regulamenta a questão estipula que Díli e Camberra cheguem a acordo sobre um plano de desenvolvimento conjunto até 2013.
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Lisboa, 09 mar (Lusa) - A Austrália não tem necessidade de intervir numa disputa entre Timor-Leste e o produtor de petróleo e gás Woodside Petroleum sobre o gasoduto a construir no Mar de Timor, disse hoje o ministro dos Recursos Naturais australiano, Martin Ferguson.
"Estes assuntos vão resolver-se com o tempo. Trata-se de uma questão a que estou, obviamente, atento mas não estou com pressa.", disse o ministro numa entrevista à agência Reuters.
Martin Fergunson aceitou que o Governo australiano "tem responsabilidades, porque há um tratado e uma empresa como a Woodside já investiu quantias substanciais para obter a joint-venture".
O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Zacarias da Costa, disse em entrevista divulgada hoje pela Agência Lusa que as negociações estão num impasse e garantiu que, se até 2013 não se registarem avanços, o processo volta ao princípio.
Em causa está a construção de um gasoduto, que Díli pretende ver desembocar na sua costa sul, mais próxima que a costa australiana, solução preferida por Camberra, que argumenta com os custos económicos.
Os dois países partilham direitos de prospeção sobre uma zona rica em gás natural e petróleo e o acordo que regulamenta a questão estipula que Díli e Camberra cheguem a acordo sobre um plano de desenvolvimento conjunto até 2013.
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