.
POR FÁTIMA ROBALO - Reposição
Assim que se fala em pedofilia lembro-me de Timor, onde sabemos que existe bastante mas tem-se conservado no “segredo dos silêncios” cúmplices de algumas entidades com posição influente, que condenam mas que não tomam uma posição digna de denúncia e de exigência de justiça.
Juntem-se os rumores que são factos – muitos deles conhecidos há décadas – e que se acoitam nos medos dos que temem que sobre eles recaiam as represálias dos todo poderosos pedófilos. Não admira por isso que em Timor-Leste exista tanta homossexualidade masculina, assim como tanta prostituição e promiscuidade sexual, até entre a família.
Brasil, EUA, Canadá, Irlanda, Alemanha, Espanha, etc, etc. Quase por todo o mundo a pedofilia praticada por membros da igreja católica está na ordem do dia. Sobre isso não se fala em Timor Leste, é tabu. Nem um único órgão de comunicação social em Timor aborda o que se passa pelo mundo sobre o assunto, é tabú. Nem se referem palavras condenatórias do Papa sobre isso, quanto mais de outros. Em casa de ladrões não se fala de roubos. É tabu. Todos querem parecer honestos.
Aproveito o facto da pedofilia ser um tema na ordem do dia para abordar algumas das realidades timorenses nesse triste capítulo da vida de imensas crianças em Timor, que foram vítimas de predadores eclesiásticos ao longo de muitas dezenas de anos. Crianças que “passaram pela vida” de muitos que tomaram conhecimento daquilo de que eram vítimas mas que nada fizeram para denunciar as situações imorais e criminosas. Julgo saber que ainda hoje assim é. Sobre as vítimas do passado sabe-se que agora, já adultos, estão com as suas vidas completamente destroçadas, carregados de mazelas irreparáveis. Espera-os a continuação de uma vivência traumatizada devido a desprezíveis pedófilos que se acoitam na igreja de Timor, assim como em igrejas de outros países. Mas não só na igreja.
Por essa razão gostaria de perguntar o que pensam fazer os bispos em Timor Leste sobre tal realidade? Vão continuar a fazer de conta que nada de condenável se passou, nem passa, que mereça ser julgado pela justiça dos homens e de Deus? Vão aproveitar a oportunidade para expurgar a igreja católica em Timor dos pastores que são lobos e a quem já nem as vestes de cordeiros os conseguem encobrir? O que vão fazer? Denunciar a repugnante situação para que também no caso de Timor o Papa não venha dizer que os bispos calaram a verdade por receio e vergonha do escândalo?
Apresentar desculpas às vítimas e punir os energúmenos de batina é o que devem de fazer. Devem de tomar a iniciativa, doa a quem doer, mas que se salvem as vítimas e a parte sã da Igreja Timorense. Será melhor agora, por iniciativa própria do que ser compelida a fazê-lo sob uma chuva de denúncias que justificadamente se preparam. O escândalo já existe, está latente. Agora importa evitar o descrédito irreparável.
Que prevaleça o bom senso dos bispos que condenam em privado mas que não têm tomado a atitude devida. E que se acautelem os casos do presente para que a repulsiva prática de há dezenas de anos termine e nunca mais se repita. Se não forem agora os bispos a tomarem as medidas adequadas, bem como a justiça dos homens da sociedade timorense que possuem os poderes constitucionais, tarde ou cedo será o Vaticano a confrontar-se com esta realidade e a ver-se forçado a pedir desculpas pelo clero timorense pedófilo.
.

POR FÁTIMA ROBALO - Reposição
Assim que se fala em pedofilia lembro-me de Timor, onde sabemos que existe bastante mas tem-se conservado no “segredo dos silêncios” cúmplices de algumas entidades com posição influente, que condenam mas que não tomam uma posição digna de denúncia e de exigência de justiça.
Juntem-se os rumores que são factos – muitos deles conhecidos há décadas – e que se acoitam nos medos dos que temem que sobre eles recaiam as represálias dos todo poderosos pedófilos. Não admira por isso que em Timor-Leste exista tanta homossexualidade masculina, assim como tanta prostituição e promiscuidade sexual, até entre a família.
Brasil, EUA, Canadá, Irlanda, Alemanha, Espanha, etc, etc. Quase por todo o mundo a pedofilia praticada por membros da igreja católica está na ordem do dia. Sobre isso não se fala em Timor Leste, é tabu. Nem um único órgão de comunicação social em Timor aborda o que se passa pelo mundo sobre o assunto, é tabú. Nem se referem palavras condenatórias do Papa sobre isso, quanto mais de outros. Em casa de ladrões não se fala de roubos. É tabu. Todos querem parecer honestos.
Aproveito o facto da pedofilia ser um tema na ordem do dia para abordar algumas das realidades timorenses nesse triste capítulo da vida de imensas crianças em Timor, que foram vítimas de predadores eclesiásticos ao longo de muitas dezenas de anos. Crianças que “passaram pela vida” de muitos que tomaram conhecimento daquilo de que eram vítimas mas que nada fizeram para denunciar as situações imorais e criminosas. Julgo saber que ainda hoje assim é. Sobre as vítimas do passado sabe-se que agora, já adultos, estão com as suas vidas completamente destroçadas, carregados de mazelas irreparáveis. Espera-os a continuação de uma vivência traumatizada devido a desprezíveis pedófilos que se acoitam na igreja de Timor, assim como em igrejas de outros países. Mas não só na igreja.
Por essa razão gostaria de perguntar o que pensam fazer os bispos em Timor Leste sobre tal realidade? Vão continuar a fazer de conta que nada de condenável se passou, nem passa, que mereça ser julgado pela justiça dos homens e de Deus? Vão aproveitar a oportunidade para expurgar a igreja católica em Timor dos pastores que são lobos e a quem já nem as vestes de cordeiros os conseguem encobrir? O que vão fazer? Denunciar a repugnante situação para que também no caso de Timor o Papa não venha dizer que os bispos calaram a verdade por receio e vergonha do escândalo?
Apresentar desculpas às vítimas e punir os energúmenos de batina é o que devem de fazer. Devem de tomar a iniciativa, doa a quem doer, mas que se salvem as vítimas e a parte sã da Igreja Timorense. Será melhor agora, por iniciativa própria do que ser compelida a fazê-lo sob uma chuva de denúncias que justificadamente se preparam. O escândalo já existe, está latente. Agora importa evitar o descrédito irreparável.
Que prevaleça o bom senso dos bispos que condenam em privado mas que não têm tomado a atitude devida. E que se acautelem os casos do presente para que a repulsiva prática de há dezenas de anos termine e nunca mais se repita. Se não forem agora os bispos a tomarem as medidas adequadas, bem como a justiça dos homens da sociedade timorense que possuem os poderes constitucionais, tarde ou cedo será o Vaticano a confrontar-se com esta realidade e a ver-se forçado a pedir desculpas pelo clero timorense pedófilo.
.

2 comentários:
Julgo haver poucas pesoas em Timor Leste que não tomem a actitude dos bonecos da fotografia (muito bem escolhida).
Os timorenses, de todos os sectores, são, na sua maioria, cegos, surdos e mudos para esta questão!
Até juram que é tudo inventado e não corresponde há verdade!
Cuidado,perigoso.....Povo Timo!!!!Já estão aí muita gente vem do outro lado do rio(fora),que querem destruir a nossa sociadade.
Neo-Clolonialista
Enviar um comentário