Não sei porquê, mas não me surpreendem mais as falas tão insensatas deste presidente José Ramos Horta.
Não estou aqui a defender a Merpati. De forma alguma. Até porque, durante anos fomos explorados por tal companhia.
O que me revolta é a incoerência nas falas daquele cujas palavras e ações deveriam servir como modelo para o seu povo.
A questão é bastante simples: Se não se utiliza a Merpati tão-somente porque, segundo ele, Ramos Horta, tal companhia não colabora para o desenvolvimento das atividades culturais e/ou beneficentes, então não se deveria também utilizar a Batavia.
Afinal de contas, e perdoem-me aqui a ignorância, mas não estou a ver nenhuma “doação” ou assistência a qualquer programa de desenvolvimento neste País por qualquer destas companhias.
Se calhar, o ‘auxílio’ que ele está a falar não é para o povo, mas para o bolso de alguns, não é mesmo?
Também não estou apontando o dedo a ninguém! Longe de mim! Sou um pobre cidadão (como a maioria das timorenses que não vivem da política ou que não possuem altos cargos no setor público) e me limito a questionar o que vejo.
Não afirmo nada, contudo, observo e questiono.
Observo, por exemplo, que muitas companhias aéreas tentaram conseguir a devida autorização para vir para Timor já há muito tempo, só não conseguindo por duas questões:
1-) OU porque se negaram a ‘molhar’ as mãos de políticos influentes;
2-) OU porque a própria Merpati fazia negociatas com estes mesmos políticos influentes, mantendo assim a exclusividade de rotas.
Se a lógica é não utilizar por agora os aviões da MERPATI pela simples razão de que ela, Merpati, não colabora com programas de desenvolvimento em Timor Leste, creio que o princípio é o mesmo a ser aplicados para a (s) outra (s) (incluo aqui também a nossa ‘querida’ TIMOR AIR).
E se assim o é, considerando que nem uma e nem a (s) outra (s) têm promovido qualquer assistência a Timor, porque então não comprar passagens naquela que oferece o menor preço, uma vez que tais viagens serão pagas, afinal de contas, com o dinheiro público?
Para mim, isso tudo é só uma questão de bom senso. Mas como isso o querido Ramos Horta não tem, fazer o quê, não é mesmo?
Continuaremos a pagar caro na esperança de que, com as próximas eleições, este quadro mude.
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Observo, por exemplo, que muitas companhias aéreas tentaram conseguir a devida autorização para vir para Timor já há muito tempo, só não conseguindo por duas questões:
1-) OU porque se negaram a ‘molhar’ as mãos de políticos influentes;
2-) OU porque a própria Merpati fazia negociatas com estes mesmos políticos influentes, mantendo assim a exclusividade de rotas.
Se a lógica é não utilizar por agora os aviões da MERPATI pela simples razão de que ela, Merpati, não colabora com programas de desenvolvimento em Timor Leste, creio que o princípio é o mesmo a ser aplicados para a (s) outra (s) (incluo aqui também a nossa ‘querida’ TIMOR AIR).
E se assim o é, considerando que nem uma e nem a (s) outra (s) têm promovido qualquer assistência a Timor, porque então não comprar passagens naquela que oferece o menor preço, uma vez que tais viagens serão pagas, afinal de contas, com o dinheiro público?
Para mim, isso tudo é só uma questão de bom senso. Mas como isso o querido Ramos Horta não tem, fazer o quê, não é mesmo?
Continuaremos a pagar caro na esperança de que, com as próximas eleições, este quadro mude.
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