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17 de Fevereiro de 2011 - Sapo.CV
Díli, 17 fev (Lusa) -- A FRETILIN, maior partido da oposição em Timor-Leste, fez uma participação ao Ministério Público por suspeita de práticas ilícitas na importação de arroz e manipulação dos preços, anunciou hoje o seu porta-voz, José Teixeira.
A participação da FRETILIN às autoridades judiciais surge numa altura em que se tem assistido ao aumento dos preços, sobretudo no interior do país.
Diariamente, circulam pelas ruas da capital "comboios" de vários camiões de arroz, quer importado pelo Governo, quer por empresários locais, e têm-se registado assaltos ao transporte durante o percurso, o que está a obrigar a que as viaturas sejam escoltadas.
A participação da FRETILIN segue-se a uma decisão da mesa do Parlamento Nacional de não aceitar levar a sessão plenária o respetivo inquérito parlamentar.
O presidente do Parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a sua posição, afirmando que a comissão de inquérito parlamentar é que não conseguiu fazer o seu trabalho dentro dos prazos estabelecidos.
"O inquérito parlamentar tem um procedimento próprio e limitações de tempo que derivam da Lei. A comissão não conseguiu fazer bem o seu trabalho e ainda dei mais tempo. Agora insistem para levar o assunto ao plenário, mas eu não quero ir contra a Lei", declarou aos jornalistas.
Fernando Lasama foi o próprio a indicar as vias judiciais: "para melhor esclarecer este caso, em vez de se fazerem afirmações políticas vagas aqui no plenário, o caminho mais apto para resolver esses problemas é levar essas evidências ao Ministério Público e ao Tribunal. Esse é que é o caminho certo".
José Teixeira escusou-se a comentar "as evidências" da prática de crimes que a FRETILIN reportou às autoridades, ou mesmo o conteúdo do inquérito parlamentar à negociação do arroz, por se encontrar "abrangido pelo segredo de Justiça".
No entanto, Arsénio Bano, outro deputado da FRETILIN, na sessão plenária de terça-feira, foi mais explícito nas suas declarações.
"Temos de dar seguimento ao resultado da comissão de inquérito. A questão principal é que detectámos algumas irregularidades no processo de celebração de contratos com os empresários. Identificámos que alguns familiares de membros do Governo estão envolvidos nesses contratos e a realidade é que o povo está a gastar muito dinheiro, a pagar mais do que devia pelo arroz, principalmente nos distritos mais isolados", afirmou Arsénio Bano.
José Teixeira insiste que é preciso tirar consequências políticas da situação, independentemente do procedimento criminal, sendo uma demonstração do falhanço da política do Governo.
"O Orçamento Geral do Estado de 2009 e 2010 teve grandes montantes para a compra do arroz. Importou-se duas ou três vezes a quantidade de arroz que é consumido anualmente, pelo que não se compreende chegar ao ano 2011 com os problemas que estamos a ter. No meu ponto de vista, algo está errado e, além do setor privado estar a armazenar esse arroz, manipulando os preços, demonstra a falta de planeamento e capacidade de execução deste Governo para responder às necessidades da segurança alimentar", concluiu.
A Lusa tentou, sem sucesso, ouvir o porta-voz do Governo sobre o assunto.
MSO.
Lusa/Fim
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17 de Fevereiro de 2011 - Sapo.CV
Díli, 17 fev (Lusa) -- A FRETILIN, maior partido da oposição em Timor-Leste, fez uma participação ao Ministério Público por suspeita de práticas ilícitas na importação de arroz e manipulação dos preços, anunciou hoje o seu porta-voz, José Teixeira.
A participação da FRETILIN às autoridades judiciais surge numa altura em que se tem assistido ao aumento dos preços, sobretudo no interior do país.
Diariamente, circulam pelas ruas da capital "comboios" de vários camiões de arroz, quer importado pelo Governo, quer por empresários locais, e têm-se registado assaltos ao transporte durante o percurso, o que está a obrigar a que as viaturas sejam escoltadas.
A participação da FRETILIN segue-se a uma decisão da mesa do Parlamento Nacional de não aceitar levar a sessão plenária o respetivo inquérito parlamentar.
O presidente do Parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a sua posição, afirmando que a comissão de inquérito parlamentar é que não conseguiu fazer o seu trabalho dentro dos prazos estabelecidos.
"O inquérito parlamentar tem um procedimento próprio e limitações de tempo que derivam da Lei. A comissão não conseguiu fazer bem o seu trabalho e ainda dei mais tempo. Agora insistem para levar o assunto ao plenário, mas eu não quero ir contra a Lei", declarou aos jornalistas.
Fernando Lasama foi o próprio a indicar as vias judiciais: "para melhor esclarecer este caso, em vez de se fazerem afirmações políticas vagas aqui no plenário, o caminho mais apto para resolver esses problemas é levar essas evidências ao Ministério Público e ao Tribunal. Esse é que é o caminho certo".
José Teixeira escusou-se a comentar "as evidências" da prática de crimes que a FRETILIN reportou às autoridades, ou mesmo o conteúdo do inquérito parlamentar à negociação do arroz, por se encontrar "abrangido pelo segredo de Justiça".
No entanto, Arsénio Bano, outro deputado da FRETILIN, na sessão plenária de terça-feira, foi mais explícito nas suas declarações.
"Temos de dar seguimento ao resultado da comissão de inquérito. A questão principal é que detectámos algumas irregularidades no processo de celebração de contratos com os empresários. Identificámos que alguns familiares de membros do Governo estão envolvidos nesses contratos e a realidade é que o povo está a gastar muito dinheiro, a pagar mais do que devia pelo arroz, principalmente nos distritos mais isolados", afirmou Arsénio Bano.
José Teixeira insiste que é preciso tirar consequências políticas da situação, independentemente do procedimento criminal, sendo uma demonstração do falhanço da política do Governo.
"O Orçamento Geral do Estado de 2009 e 2010 teve grandes montantes para a compra do arroz. Importou-se duas ou três vezes a quantidade de arroz que é consumido anualmente, pelo que não se compreende chegar ao ano 2011 com os problemas que estamos a ter. No meu ponto de vista, algo está errado e, além do setor privado estar a armazenar esse arroz, manipulando os preços, demonstra a falta de planeamento e capacidade de execução deste Governo para responder às necessidades da segurança alimentar", concluiu.
A Lusa tentou, sem sucesso, ouvir o porta-voz do Governo sobre o assunto.
MSO.
Lusa/Fim
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2 comentários:
CNRT apresente keixa kona ba Ahmad Alkatirie hola kilat hodi fo Rogerio fahe iha rate Aipelo laran.
Lialos
CNRt apresenta keixa kona ba Marie Alkatirie haruka Lere Anan Timor tun mai Dili hodi tiru demonstrasi contra Governo.
Roket
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