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21 de Janeiro de 2011 - Sapo.tl
Segundo a agência France Presse, a policia timorense expulsou mais de 1000 pessoas de um antigo quartel da Indonésia em Díli, esta quinta-feira, desencadeando um ruidoso protesto.
Famílias pobres ficaram a morar em 120 casas situadas no Bairro Pité, Díli, desde que as forças de segurança indonésias saíram da capital, na sequência do referendo de 1999. Testemunhas disseram que mais de 100 policias arrombaram portas e janelas, obrigando-os a sair do bairro.
"Fizeram-no de tal forma, como se nós fossemos uns animais", descreve Domingos Araújo Baptista, director do Instituto de Apoio ao Trabalho e representante das famílias expulsas do referido terreno.
"Eles mostraram-se pouco flexíveis e a atitude das forças policiais fez lembrar aquelas praticadas durante os regimes ditatoriais. Isto é contra os direitos humanos”, continua.
Depois de expulsos, cerca de 50 pessoas marcharam ao redor da cidade e protestaram em frente ao palácio presidencial e parlamento, gritando palavras de ordem contra o Governo ,de acordo com a agência France Presse.
O Governo terá aconselhado os moradores a sair e pagou US $2.000 de indemnização a cada uma das 150 famílias afectadas. Baptista afirmou que os moradores, que exigiam US $ 4.000 por família, não tinha sido consultados.
"Esta expulsão é ilegal e injusta, porque não houve negociação entre nós e o governo", acusa. O plano do Governo visa transformar as propriedades em casas para as forças de segurança.
SAPO com France Presse
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21 de Janeiro de 2011 - Sapo.tl
Segundo a agência France Presse, a policia timorense expulsou mais de 1000 pessoas de um antigo quartel da Indonésia em Díli, esta quinta-feira, desencadeando um ruidoso protesto.
Famílias pobres ficaram a morar em 120 casas situadas no Bairro Pité, Díli, desde que as forças de segurança indonésias saíram da capital, na sequência do referendo de 1999. Testemunhas disseram que mais de 100 policias arrombaram portas e janelas, obrigando-os a sair do bairro.
"Fizeram-no de tal forma, como se nós fossemos uns animais", descreve Domingos Araújo Baptista, director do Instituto de Apoio ao Trabalho e representante das famílias expulsas do referido terreno.
"Eles mostraram-se pouco flexíveis e a atitude das forças policiais fez lembrar aquelas praticadas durante os regimes ditatoriais. Isto é contra os direitos humanos”, continua.
Depois de expulsos, cerca de 50 pessoas marcharam ao redor da cidade e protestaram em frente ao palácio presidencial e parlamento, gritando palavras de ordem contra o Governo ,de acordo com a agência France Presse.
O Governo terá aconselhado os moradores a sair e pagou US $2.000 de indemnização a cada uma das 150 famílias afectadas. Baptista afirmou que os moradores, que exigiam US $ 4.000 por família, não tinha sido consultados.
"Esta expulsão é ilegal e injusta, porque não houve negociação entre nós e o governo", acusa. O plano do Governo visa transformar as propriedades em casas para as forças de segurança.
SAPO com France Presse
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