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Díli, 12 jan (Lusa) – O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, declarou hoje que pretende diversificar a carteira de investimentos do Fundo Petrolífero, durante a apresentação do Orçamento Geral do Estado para 2011 no Parlamento timorense.
Segundo o chefe do Governo timorense, a diversificação do investimento será feita “numa gama de classe de ativos, regiões e moedas, de forma a reduzir riscos e a aumentar os retornos esperados”
“Tivemos a coragem, depois de muito ponderar, de ao longo destes três anos ter vindo a desenvolver gradualmente uma estratégia de investimento do Fundo Petrolífero com mais vantagens para Timor-Leste”, disse Xanana Gusmão no seu discurso.
De acordo com o primeiro-ministro, as receitas petrolíferas estimadas para 2011 e 2012 são, respetivamente, 1,7 mil milhões de euros e 1,85 mil milhões de euros e o Rendimento Sustentável Estimado (RSE) está calculado em 565,7 milhões de euros em 2011, significando um aumento de 178,8 milhões de euros em relação a 2010.
Xanana Gusmão referiu também que “o investimento na área das infraestruturas e o desenvolvimento de capital humano é cada vez mais crucial para Timor-Leste”, para “diversificar a economia e transformar uma economia que é fundamentalmente baseada no petróleo numa economia não petrolífera”.
O total das despesas do Estado de Timor-Leste para 2011 está estimado em 759,4 milhões de euros e as receitas totais não petrolíferas em 84,8 milhões de euros.
“O défice fiscal não petrolífero é assim de 875 milhões de dólares (674,4 milhões de euros), dos quais 734 milhões de dólares (565,7 milhões de euros) serão financiados a partir do Fundo Petrolífero e 141 milhões de dólares (108,6 milhões de euros) do Fundo Consolidado de Timor-Leste”, disse.
O primeiro-ministro timorense disse que serão criados dois fundos especiais que irão “assegurar uma melhor coordenação de projetos de investimento e desenvolvimento”.
“Assim, e do total orçamentado de 895 milhões de dólares para 2011, 317,306 milhões de dólares (244,6 milhões de euros) estão afetos ao Fundo das Infraestruturas e 25 milhões de dólares (19,2 milhões de euros) ao Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano”, referiu.
O chefe do Governo timorense sublinhou também que as políticas de reforma “já deram origem a resultados económicos e sociais notáveis em 2010, reconhecidos a nível internacional”.
Para Xanana Gusmão, o sucesso da consolidação de Timor-Leste e a passagem para uma economia de rendimento médio-alto, depende de vários fatores, entre eles a continuidade da estabilidade nacional, reformas institucionais ou capacitação do setor privado.
CSR.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
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Díli, 12 jan (Lusa) – O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, declarou hoje que pretende diversificar a carteira de investimentos do Fundo Petrolífero, durante a apresentação do Orçamento Geral do Estado para 2011 no Parlamento timorense.
Segundo o chefe do Governo timorense, a diversificação do investimento será feita “numa gama de classe de ativos, regiões e moedas, de forma a reduzir riscos e a aumentar os retornos esperados”
“Tivemos a coragem, depois de muito ponderar, de ao longo destes três anos ter vindo a desenvolver gradualmente uma estratégia de investimento do Fundo Petrolífero com mais vantagens para Timor-Leste”, disse Xanana Gusmão no seu discurso.
De acordo com o primeiro-ministro, as receitas petrolíferas estimadas para 2011 e 2012 são, respetivamente, 1,7 mil milhões de euros e 1,85 mil milhões de euros e o Rendimento Sustentável Estimado (RSE) está calculado em 565,7 milhões de euros em 2011, significando um aumento de 178,8 milhões de euros em relação a 2010.
Xanana Gusmão referiu também que “o investimento na área das infraestruturas e o desenvolvimento de capital humano é cada vez mais crucial para Timor-Leste”, para “diversificar a economia e transformar uma economia que é fundamentalmente baseada no petróleo numa economia não petrolífera”.
O total das despesas do Estado de Timor-Leste para 2011 está estimado em 759,4 milhões de euros e as receitas totais não petrolíferas em 84,8 milhões de euros.
“O défice fiscal não petrolífero é assim de 875 milhões de dólares (674,4 milhões de euros), dos quais 734 milhões de dólares (565,7 milhões de euros) serão financiados a partir do Fundo Petrolífero e 141 milhões de dólares (108,6 milhões de euros) do Fundo Consolidado de Timor-Leste”, disse.
O primeiro-ministro timorense disse que serão criados dois fundos especiais que irão “assegurar uma melhor coordenação de projetos de investimento e desenvolvimento”.
“Assim, e do total orçamentado de 895 milhões de dólares para 2011, 317,306 milhões de dólares (244,6 milhões de euros) estão afetos ao Fundo das Infraestruturas e 25 milhões de dólares (19,2 milhões de euros) ao Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano”, referiu.
O chefe do Governo timorense sublinhou também que as políticas de reforma “já deram origem a resultados económicos e sociais notáveis em 2010, reconhecidos a nível internacional”.
Para Xanana Gusmão, o sucesso da consolidação de Timor-Leste e a passagem para uma economia de rendimento médio-alto, depende de vários fatores, entre eles a continuidade da estabilidade nacional, reformas institucionais ou capacitação do setor privado.
CSR.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
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