Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

MINISTRA DAS FINANÇAS RECONHECE QUE 70% DO OGE VAI PARA O ESTRANGEIRO

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Francisco Branco - Vice líder da bancada da FRETILIN

Josefa Parada - Quarta -feira, 1 Dezembro de 2010 - SUARA TIMOR LOROSAE - Tradução de ZIZI TIMOR OAN

Díli - A ministra das Finanças, Emília Pires, reconheceu que do Orçamento Geral do Estado (OGE) quase 70% vai todos os anos para o estrangeiro.

A ministra disse que é mesmo lamentável. Mas, na realidade tem de ser assim, porque Timor Leste como uma nação que foi erguida há pouco tempo, ainda depende muito das importações.

" Nós agora temos o petróleo e o café mas ainda é necessário arranjar recursos humanos para os manejar. Em relação ao café não se pode garantir porque agora só importamos uma percentagem bastante pequena", disse a ministra Emília ao STL, no seu gabinete, na segunda-feira, dia 29 de novembro.

Estes 70 % a ministra analisa através do indicador da politica do governo que esta fortemente concentrada nas infraestruturas e na capacitação dos recursos humanos dos quais estão na sua maioria concentrados no estrangeiro.

Contudo, o vice líder da bancada da Fretilin, Francisco Branco, não concorda com esta situação, porque é uma grande ameaça para o povo, porque o Orçamento do Estado não beneficia muito o povo e vai para as outras nações.

" Isto significa que o total do Orçamento proposto pelo governo, uma grande metade vai toda para fora, em vez de ser gasto a favor do nosso povo", disse Branco ao STL na sala da bancada da Fretilin.

Ele deu um exemplo, esta situação significa que do total da proposta do OGE para 2011 que é de um montante de $ 985 milhões de dólares, quase mais de $ 700 milhões irá para o estrangeiro. Com certeza que Branco reconhece que neste momento Timor Leste ainda está bastante dependente das importações de materiais para a construção e para as necessidades básicas

Mas, o governo falhou, porque durante três anos de governação não aproveitaram para desenvolver o setor real, como a agricultura, de modo a diminuir a dependência nas importações.Eurozia Almeida.
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