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LUSA
Díli, 05 nov (Lusa) – A China tem vindo a aumentar a cooperação estratégica com Timor-Leste e a marcar presença no país, tendo oferecido os edifícios de algumas das principais instituições do país, como a Presidência e os ministérios do dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.
O Presidente do Parlamento timorense revelou que também está a ser equacionada a possibilidade de entregar à China a construção do Parlamento Nacional.
A essas ofertas chinesas, junta-se ainda o apoio à construção de uma centena de apartamentos para militares e de uma escola primária.
Estes apoios, segundo Fu Yancong, embaixador chinês em Timor-Leste, são oferecidos “sem contrapartidas e sem nenhuma condição”.
Em várias ocasiões, a liderança timorense tem-se referido à cooperação chinesa em tom elogioso. “A República Popular da China foi o primeiro país a acreditar a sua Embaixada em Díli”, lembrou o primeiro-ministro Xanana Gusmão, agradecendo “a ajuda financeira”.
A China disponibilizou-se a abrir uma linha de crédito de 200 milhões de dólares, que se somam ao apoio institucional, técnico e de formação, e ainda à construção de infraestruturas e desenvolvimento da agricultura.
O cuidado do Presidente da República, José Ramos-Horta, em não ferir suscetibilidades chinesas é também evidente, em comentários públicos que produziu sobre o Tibete e, mais recentemente, sobre a atribuição do Nobel da Paz ao ativista Liu Xiaobo.
No plano militar, a China vendeu ao Governo de Timor-Leste dois navios da classe “Shangai III”, com autonomia até 700 milhas, e forneceu formação às tripulações.
Ao nível da Educação, o governo chinês duplicou este ano o programa de bolsas de estudo para licenciaturas e pós-graduações e 21 estudantes timorenses foram admitidos em universidades prestigiadas da China.
Nas seculares relações comerciais, Timor-Leste passou a contar com isenção de taxas aduaneiras para os seus produtos exportados para o mercado chinês, abrindo novas perspetivas à atração de investimento e fixação de indústria.
A China faz-se sentir nos pequenos e nos grandes empreendimentos. Empresas chinesas manifestaram interesse em participar na construção de infraestruturas em Timor-Leste, nomeadamente na energia, quer na produção, quer na rede de distribuição.
Os chineses lideram o pequeno comércio em Timor, quer pela comunidade que ao longo dos tempos se foi radicando, quer pela nova vaga de comerciantes estimulados, expandindo os laços com o gigante da economia mundial.
No agricultura, a plantação de arroz é considerada um dos projetos mais emblemáticos da cooperação chinesa, pela introdução de arroz híbrido, em substituição do tradicionalmente cultivado em Timor-leste, com o apoio técnico providenciado pelo Governo chinês e resultados animadores no aumento das colheitas.
Apesar do claro ascendente de Cuba, na colocação de médicos e na formação dos primeiros médicos timorenses, também na Saúde a China tem feito sentir a sua cooperação, com o envio de equipas de clínicos, que servem cerca de cem mil timorenses.
MSO
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
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