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14 de Novembro de 2010 - sapo.tl
Macau, China, 14 nov (Lusa) -- O presidente timorense José Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz, congratulou-se hoje em Macau com a libertação de Aung San Suu Kyi, escusou-se a falar de Liu Xiaobo que não conhece e aconselhou o ocidente a não afrontar a China.
"Felicito o Governo da Birmânia pela libertação da senhora (Aung San Suu Kyi) mas eu vejo sobretudo a necessidade (de mudança) dos países ocidentais, sobretudo a Europa e os Estados Unidos, que ao longo de anos mantêm uma política de aplicação de sanções em vez de diálogo", disse Ramos-Horta criticando a política de sanções que "só prejudica as pessoas na Birmânia" e que "é altura de rever essa política e levar ao diálogo o regime".
Ramos-Horta espera que esta "janela de oportunidade seja aproveitada por todos para o diálogo e a reconciliação em Myanmar", disse.
Sobre o dissidente chinês Liu Xiaobo, Ramos-Horta confessou a sua "ignorância" por nunca ter ouvido falar do Nobel da Paz e "não conhecendo, não teço comentários sobre um laureado".
No entanto, Ramos-Horta garantiu conhecer a China, um país que toma decisões por si e não condicionado por outros.
"Quando Deng Xiaoping fez as mudanças que quis fazer foi porque a liderança chinesa quis fazer as mudanças, não foi porque o Comité Nobel em Oslo ou os Estados Unidos ou a Europa ditaram para mudar o curso das reformas na China", afirmou.
O presidente timorense recordou que a China tem 1,3 mil milhões de pessoas e que dentro das suas fronteiras "cabem 100 outros países", pelo que o seu conselho aos Estados Unidos e à Europa é evitar afrontar o país.
"No que toca à China é preciso muita prudência porque é um país vastíssimo, com 5 000 anos de história, com muita turbulência no passado e para os chineses a memória é ainda bem fresca da miséria do passado, dos perigos que vêm da instabilidade e por isso digo que não há prémio Nobel nenhum, não há força nenhuma que possa influenciar o curso dos acontecimentos na China", concluiu o presidente timorense.
JCS/AC/PNE.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
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14 de Novembro de 2010 - sapo.tl
Macau, China, 14 nov (Lusa) -- O presidente timorense José Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz, congratulou-se hoje em Macau com a libertação de Aung San Suu Kyi, escusou-se a falar de Liu Xiaobo que não conhece e aconselhou o ocidente a não afrontar a China.
"Felicito o Governo da Birmânia pela libertação da senhora (Aung San Suu Kyi) mas eu vejo sobretudo a necessidade (de mudança) dos países ocidentais, sobretudo a Europa e os Estados Unidos, que ao longo de anos mantêm uma política de aplicação de sanções em vez de diálogo", disse Ramos-Horta criticando a política de sanções que "só prejudica as pessoas na Birmânia" e que "é altura de rever essa política e levar ao diálogo o regime".
Ramos-Horta espera que esta "janela de oportunidade seja aproveitada por todos para o diálogo e a reconciliação em Myanmar", disse.
Sobre o dissidente chinês Liu Xiaobo, Ramos-Horta confessou a sua "ignorância" por nunca ter ouvido falar do Nobel da Paz e "não conhecendo, não teço comentários sobre um laureado".
No entanto, Ramos-Horta garantiu conhecer a China, um país que toma decisões por si e não condicionado por outros.
"Quando Deng Xiaoping fez as mudanças que quis fazer foi porque a liderança chinesa quis fazer as mudanças, não foi porque o Comité Nobel em Oslo ou os Estados Unidos ou a Europa ditaram para mudar o curso das reformas na China", afirmou.
O presidente timorense recordou que a China tem 1,3 mil milhões de pessoas e que dentro das suas fronteiras "cabem 100 outros países", pelo que o seu conselho aos Estados Unidos e à Europa é evitar afrontar o país.
"No que toca à China é preciso muita prudência porque é um país vastíssimo, com 5 000 anos de história, com muita turbulência no passado e para os chineses a memória é ainda bem fresca da miséria do passado, dos perigos que vêm da instabilidade e por isso digo que não há prémio Nobel nenhum, não há força nenhuma que possa influenciar o curso dos acontecimentos na China", concluiu o presidente timorense.
JCS/AC/PNE.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
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