Por Joana Viana, Publicado em 15 de Novembro de 2010 - i Informação
À margem da 6ª Conferência Anual da Ordem dos Economistas, o secretário de Estado adjunto e do Orçamento, Emanuel Augusto dos Santos, disse ainda aos jornalistas que governo não aceita que "OE seja destroçado por pressões dos partidos".
A vontade demonstrada por TImor-Leste em comprar parte da dívida pública do Estado português "é um gesto de amizade e de reconhecimento pelo que Portugal fez por Timor", mas "quem diz Timor-Leste, diz França, diz Reino Unido" e, apesar do "gesto simpático", não devemos "sobrevalorizar a capacidade financeira de países pequenos como Timor-Leste".
As palavras são de Emanuel dos Santos, secretário de Estado adjunto e do Orçamento, que à saída da 6ª Conferência Anual da Ordem dos Economistas falou aos jornalistas sobre esta possibilidade.
Convidado a participar na conferência, a decorrer esta manhã na Fundação Calouste Gulbenkian, Emanuel dos Santos disse ainda à saída não poder comentar a "posição oficial da Comissão Europeia", depois de os media darem conta de que o órgão dirigido por Durão Barroso quer que Portugal peça ajuda ao FMI. "Acabei a minha intervenção dizendo que está nas nossas mãos, sobretudo de quem foi escolhido pelos portugueses, resolver as nossas dificuldades", disse apenas.
Também sobre a sua intervenção durante o encontro de economistas, em que dos Santos sublinhou a importância de um acordo entre partidos, o secretário de Estado acrescentou que "precisamos de tranquilidade e de serenidade para trabalhar até à votação final do Orçamento", dizendo ainda: "Não aceitamos que o Orçamento do Estado, por pressão dos partidos, seja destroçado."
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