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09 de Outubro de 2010 - sapo.tl
Díli, 09 out (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste e Nobel da Paz José Ramos-Horta disse hoje que a atribuição daquele galardão a Liu Xiaobo é justa mas não vai influenciar as transformações na China, que são feitas com prudência.
Questionado pela Lusa sobre a atribuição do Nobel da Paz, ao regressar hoje a Díli de uma viagem pelos EUA e Europa, Ramos-Horta felicitou o laureado, mas salientou também que a China é já hoje um país bastante diferente do que era há 30 anos, no plano da abertura política.
"Felicito o professor por receber o prémio e ao mesmo tempo digo que se há algum caso em que o Prémio Nobel da Paz não tem um impacto significativo, será no curso da história da China", disse, confessando saber "muito pouco" sobre Liu Xiaobo e apenas que é "uma figura conhecida nos meios académicos".
"A China sempre teve muitos dissidentes ao longo dos anos, mas tem vindo a abrir as portas ao mundo e a liberalizar políticas na última três décadas. Um país com milhões de habitantes transforma-se e muda com muita prudência, no plano social e político", acentuou.
José Ramos-Horta lembrou que os Estados Unidos, como potência mundial e principal parceiro comercial da China, nunca conseguiu influenciar a sua política, concluindo que "muito menos será o Prémio Nobel da Paz a fazê-lo".
"O prémio é justo para a pessoa em si, mas não é o Prémio que vai alterar as transformações da China, que vêm da própria política chinesa desde Deng Xiaoping, com a liberalização económica que, inevitavelmente, provoca alguma liberalização política", observou.
O Presidente timorense reforçou a ideia, dizendo que "a China é hoje bem diferente do que era há 30 anos, mesmo no plano da abertura política" quando ele próprio a visitou, concluindo que a modernização chinesa "abriu as portas da liberalização".
MSO
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
Lusa / Fim
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09 de Outubro de 2010 - sapo.tl
Díli, 09 out (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste e Nobel da Paz José Ramos-Horta disse hoje que a atribuição daquele galardão a Liu Xiaobo é justa mas não vai influenciar as transformações na China, que são feitas com prudência.
Questionado pela Lusa sobre a atribuição do Nobel da Paz, ao regressar hoje a Díli de uma viagem pelos EUA e Europa, Ramos-Horta felicitou o laureado, mas salientou também que a China é já hoje um país bastante diferente do que era há 30 anos, no plano da abertura política.
"Felicito o professor por receber o prémio e ao mesmo tempo digo que se há algum caso em que o Prémio Nobel da Paz não tem um impacto significativo, será no curso da história da China", disse, confessando saber "muito pouco" sobre Liu Xiaobo e apenas que é "uma figura conhecida nos meios académicos".
"A China sempre teve muitos dissidentes ao longo dos anos, mas tem vindo a abrir as portas ao mundo e a liberalizar políticas na última três décadas. Um país com milhões de habitantes transforma-se e muda com muita prudência, no plano social e político", acentuou.
José Ramos-Horta lembrou que os Estados Unidos, como potência mundial e principal parceiro comercial da China, nunca conseguiu influenciar a sua política, concluindo que "muito menos será o Prémio Nobel da Paz a fazê-lo".
"O prémio é justo para a pessoa em si, mas não é o Prémio que vai alterar as transformações da China, que vêm da própria política chinesa desde Deng Xiaoping, com a liberalização económica que, inevitavelmente, provoca alguma liberalização política", observou.
O Presidente timorense reforçou a ideia, dizendo que "a China é hoje bem diferente do que era há 30 anos, mesmo no plano da abertura política" quando ele próprio a visitou, concluindo que a modernização chinesa "abriu as portas da liberalização".
MSO
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
Lusa / Fim
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1 comentários:
Ramos Horta está a enganar por não ter consciência em reconhecer e valorizar lauredo Nobel da Paz de 2010, chinêse Liu Xiaobo.
Nãe se fala assim, Sr. Doutor José Manuel Ramos Horta. Porque você tão medo com auteridade chinês, e não congratula vencedor Prémio Nobel da Paz deste ano?
Se não quria Timor-Leste enfrente uma crise social e política, não se tem medo com autoridade chinês porque comunismo não vai durar para sempre. Aqui a cinco ou dez anos comunismos em todo mundo vão cair, e socialismo de centro (alias esquerda-direita) vai dominar a nova política para ultrapassar a crise financeira e econónima mundial.
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