Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Ramos-Horta defende que Timor privilegie parcerias com instituições financeiras e comerciais portuguesas

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OJE/Lusa - 14/10/10

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, apelou hoje ao Governo para dar atenção especial e privilegiar parcerias com instituições financeiras e comerciais portuguesas.

O chefe de Estado, que falava no Parlamento na cerimónia de abertura da quarta sessão legislativa, descreveu a sua recente visita a Portugal, em cujos contactos disse ter encontrado “a disposição firme de aprofundar a relação bilateral e expandir os laços económicos, culturais e de cooperação”.

Deu conta do dinamismo do grupo “Doadores por Timor/2010” que classificou como um exemplo, que reuniu mais de 50 empresas privadas do Norte de Portugal, com a participação e dinamização de autarquias, de que resultou o compromisso de um apoio de três milhões de dólares em equipamentos industriais e acções de formação.

“Apelo ao Governo para dar atenção especial e privilegiar parcerias com instituições financeiras portuguesas”, referiu.

“No mundo globalizado em que vivemos, apesar da distância geográfica, acredito que as relações económicas e empresariais entre Portugal e Timor-Leste têm muito campo para se alargarem e aprofundarem, com benefício para ambos”, acrescentou.

Salientando que Portugal foi um dos países que esteve sempre ao lado de Timor-Leste, o Presidente da República lembrou que, “em 1999, foi Portugal quem injectou meios financeiros na economia local, que estava em colapso, e foi um banco português que investiu na reconstituição do sistema bancário” timorense.

José Ramos-Horta referiu-se também à sua deslocação a Bruxelas e ao encontro com o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, “outro amigo de Timor-Leste e grande aliado da causa da auto-determinação”, a quem condecorou com o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste.

“Esta condecoração simboliza o reconhecimento do país pela sua contribuição para a nossa luta de libertação e para a defesa dos direitos humanos no mundo”, justificou.
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