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Díli, 09 out (Lusa) -- O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje que o processo judicial que envolve dois ministros "é um teste para a democracia e para o Tribunal" e que o Governo tem condições para cumprir a legislatura.
"É um processo normal e democrático, e positivo como teste para a democracia e para a Lei, e um teste para o Tribunal", disse aos jornalistas.
Questionado sobre se a possível suspensão do vice-primeiro-ministro José Luís Guterres e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias da Costa, para responderem à Justiça, afeta as condições do Governo para cumprir a legislatura e a estabilidade política do país, Ramos-Horta mostrou-se convicto de que não e reafirmou entender que não se justificam eleições antecipadas.
"O Governo já enfrentou dificuldades maiores, após 2006 e 2007, com toda a situação de crise que se viveu, e com graves problemas para resolver como o dos deslocados, dos peticionários, a violência e o comércio estagnado. Com todos os contributos tem sabido superar essas dificuldades e o balanço é positivo, e em junho ou julho 2012, o povo será chamado a votar", disse.
Sobre o processo judicial que envolve os dois membros do Governo, o Presidente da República disse não querer interferir na Justiça, mas minimizou o caso.
O facto não tem nada de extraordinário e deve ser considerado do ponto de vista humanitário, referindo que a esposa do vice-ministro, possui um mestrado e foi colocada na missão diplomática de Timor-Leste em Nova Iorque, porque um seu filho necessitava de tratamento hospitalar especializado, sendo essa a solução que foi encontrada na altura.
Ramos-Horta disse ter dificuldade em entender que o caso possa ser considerado enriquecimento ilícito, um dos crimes que constam da acusação da Procuradoria Geral da República (o outro é o de abuso de poder), e quanto ao ministro dos Negócios Estrangeiros, referiu que a nomeação foi feita pelo anterior vice-ministro e Zacarias da Costa se limitou a dar a ordem de pagamento.
"O Tribunal que decida, mas reafirmo a confiança nos dois", concluiu.
MSO.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
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Díli, 09 out (Lusa) -- O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje que o processo judicial que envolve dois ministros "é um teste para a democracia e para o Tribunal" e que o Governo tem condições para cumprir a legislatura.
"É um processo normal e democrático, e positivo como teste para a democracia e para a Lei, e um teste para o Tribunal", disse aos jornalistas.
Questionado sobre se a possível suspensão do vice-primeiro-ministro José Luís Guterres e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias da Costa, para responderem à Justiça, afeta as condições do Governo para cumprir a legislatura e a estabilidade política do país, Ramos-Horta mostrou-se convicto de que não e reafirmou entender que não se justificam eleições antecipadas.
"O Governo já enfrentou dificuldades maiores, após 2006 e 2007, com toda a situação de crise que se viveu, e com graves problemas para resolver como o dos deslocados, dos peticionários, a violência e o comércio estagnado. Com todos os contributos tem sabido superar essas dificuldades e o balanço é positivo, e em junho ou julho 2012, o povo será chamado a votar", disse.
Sobre o processo judicial que envolve os dois membros do Governo, o Presidente da República disse não querer interferir na Justiça, mas minimizou o caso.
O facto não tem nada de extraordinário e deve ser considerado do ponto de vista humanitário, referindo que a esposa do vice-ministro, possui um mestrado e foi colocada na missão diplomática de Timor-Leste em Nova Iorque, porque um seu filho necessitava de tratamento hospitalar especializado, sendo essa a solução que foi encontrada na altura.
Ramos-Horta disse ter dificuldade em entender que o caso possa ser considerado enriquecimento ilícito, um dos crimes que constam da acusação da Procuradoria Geral da República (o outro é o de abuso de poder), e quanto ao ministro dos Negócios Estrangeiros, referiu que a nomeação foi feita pelo anterior vice-ministro e Zacarias da Costa se limitou a dar a ordem de pagamento.
"O Tribunal que decida, mas reafirmo a confiança nos dois", concluiu.
MSO.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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