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O Presidente de Timor-Leste considerou, esta sexta-feira, em declarações à TSF, que a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao dissidente político Liu Xiaobo não terá qualquer impacto na evolução da situação na China.
José Ramos Horta recebeu o nome do vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2010 com alguma «surpresa», apesar de reconhecer o «mérito» de Liu Xiaobo.
«Não acredito que isto tenha algum impacto positivo ou negativo em relação à evolução da situação na China», disse o Prémio Nobel da Paz de 1996, acrescentando que também não crê que o Comité Nobel tenha qualquer «ilusão» de que esta atribuição possa ter um impacto positivo na China.
O país tem um política extremamente prudente quanto à abertura interna e externa e não aceita qualquer pressão nesse sentido, acrescentou, frisando que, aos poucos, a China está a abrir-se a nível nacional e internacional.
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1 comentários:
Foi pena de o presidente ter ditto aquilo que ele disse. Sabe-se muito bem de que a China não vai mudar. Mas o presidente também sabe de que para haver uma mudança na China deve haver constantes pressões sobre ela. Quando em 1996, o presidente recebeu com o Bispo D. Carlos Ximenes Belo, também muitos criticos disseram de que a Indonésia não ia mudar, nem dentro ou fora do país.
E quando os indonésios perderam as eleições de referendum em Agosto de 1999. A primeira pessoa a reclamar de que se não fosse aquela condecoração de Prémio Nobel de Paz, Timor-Leste não teria atingido a sua independência foi o agora Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta. Por isso senhor Presidente, não feche a porta ao outro vencedor da mesma condecoração que você, se não quiseres ser acusado de hipocrisia!
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