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Jornal Nacional Diário - Díli, 31 de agosto de 2010 - Tradução de TIMOR HAU NIAN DOBEN
Díli - Não foi apenas a sociedade civil mas também o Bispo D. Basílio do Nascimento que considera que a decisão do Presidente da República de perdoar Gastão Salsinha e o seu grupo como um enfraquecimento do sistema de Timor-Leste no domínio da justiça, porque ele os perdoou muito cedo.
"Para mim a coisa mais grave dessa decisão é que ela pode prejudicar a justiça de ser efetiva neste país. Em primeiro lugar, significa que há uma falta de confiança nos agentes de justiça, por outro lado, pode desmotivar este país porque ele vai dizer que não há justiça, que alguém pode cometer qualquer crime e depois de o tribunal ter condenado alguém à prisão, o senhor Presidente pode perdoar essa pessoa ", lamentou o Bispo Dom Basílio Nascimento aos jornalistas nos aposentos da Diocese Eclesiástica de Baucau na passada sexta-feira, dia 27 de agosto.
Dom Basílio acrescentou que o presidente tomou a decisão de perdoar Salsinha e o seu grupo, porque o Presidente interpretou a lei como ele a viu, inspirado, de pensamento e de acordo com o seu conhecimento, mas tem a consequência de suscitar uma série de problemas.
"Isso é certo, de acordo com o ponto de vista do Presidente a decisão foi correta, aos seus olhos, nas suas aspirações, no seu pensamento e no conhecimento, mas agora que a decisão foi tomada eu acho que a decisão do Presidente vai provocar uma série de problemas", disse Dom Basílio.
Dom Basílio pediu que essa decisão não se repita no futuro, porque a visão do bispo é que, se Timor-Leste continuar com tais decisões, então o sistema de justiça vai ser enfraquecido.
"Porque essas pessoas que foram condenadas a prisão tinham ainda de completar um terço da pena, portanto, se nós continuarmos com decisões como esta, em seguida, o nosso sistema de justiça em si será enfraquecido, porque os oficiais da justiça irão perder a sua motivação para realizar o seu dever e a opinião pública também pode começar a seguir esse caminho, eles podem dizer, então os órgãos constitucionais não se entendem uns aos outros e os ladrões e os criminosos também irão sentir-se livres para fazer o que quiserem, porque depois de os tribunais os terem condenado, e apenas três meses depois, o Presidente vai perdoar-lhes, por isso, eles sentem que poderão envolver-se em qualquer conduta criminosa ", afirmou o Bispo da Diocese de Baucau.
O chefe da Diocese de Baucau acrescentou que o presidente não avaliou corretamente antes que ele ter tomado a decisão sobre os prisioneiros Gastão Salsinha e o seu grupo.
Agora, o Presidente devia ter pensado nisso, como ele deveria ter tomado a sua decisão, porque ele só olhou para o facto de como ser bondoso para o senhor Salsinha e o seu grupo, o que nós não questionamos, ele é compassivo como eu disse, mas ele despertou uma série de problemas que o Presidente não tinha cogitado.
O bispo disse ainda que os órgãos judiciais não têm valor, porque a decisão do Presidente da República de perdoar resultou numa perda do Estado de Direito para a nação.
"Se eu fosse um oficial de justiça, gostaria de perguntar a mim mesmo, eu tenho qualquer valor neste país? Se não houver nenhum valor, então não vamos brincar, porque depois os oficiais de justiça, depois de tomar uma decisão, depois de alguém ser julgado em tribunal, mas então o que vamos dizer, o Presidente irá perdoa-los e é isso ", salientou o bispo Basílio.
Por isso o bispo Basílio disse que, os órgãos judiciais não têm nenhum valor, porque o perdão do Presidente levou à perda do Estado de Direito para a nação.
"Eu acho que é errado, eu pessoalmente questiono o raciocínio do presidente em ter decidido conceder o perdão, mas a decisão de perdoar é o que me levou a interpretar o resultado da decisão do Presidente, é um grande ponto de interrogação para mim, ao invés de resolver um problema, em vez disso ele criou uma série de problemas adicionais ", assinalou o bispo Basílio. (ino)
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Jornal Nacional Diário - Díli, 31 de agosto de 2010 - Tradução de TIMOR HAU NIAN DOBEN
Díli - Não foi apenas a sociedade civil mas também o Bispo D. Basílio do Nascimento que considera que a decisão do Presidente da República de perdoar Gastão Salsinha e o seu grupo como um enfraquecimento do sistema de Timor-Leste no domínio da justiça, porque ele os perdoou muito cedo.
"Para mim a coisa mais grave dessa decisão é que ela pode prejudicar a justiça de ser efetiva neste país. Em primeiro lugar, significa que há uma falta de confiança nos agentes de justiça, por outro lado, pode desmotivar este país porque ele vai dizer que não há justiça, que alguém pode cometer qualquer crime e depois de o tribunal ter condenado alguém à prisão, o senhor Presidente pode perdoar essa pessoa ", lamentou o Bispo Dom Basílio Nascimento aos jornalistas nos aposentos da Diocese Eclesiástica de Baucau na passada sexta-feira, dia 27 de agosto.
Dom Basílio acrescentou que o presidente tomou a decisão de perdoar Salsinha e o seu grupo, porque o Presidente interpretou a lei como ele a viu, inspirado, de pensamento e de acordo com o seu conhecimento, mas tem a consequência de suscitar uma série de problemas.
"Isso é certo, de acordo com o ponto de vista do Presidente a decisão foi correta, aos seus olhos, nas suas aspirações, no seu pensamento e no conhecimento, mas agora que a decisão foi tomada eu acho que a decisão do Presidente vai provocar uma série de problemas", disse Dom Basílio.
Dom Basílio pediu que essa decisão não se repita no futuro, porque a visão do bispo é que, se Timor-Leste continuar com tais decisões, então o sistema de justiça vai ser enfraquecido.
"Porque essas pessoas que foram condenadas a prisão tinham ainda de completar um terço da pena, portanto, se nós continuarmos com decisões como esta, em seguida, o nosso sistema de justiça em si será enfraquecido, porque os oficiais da justiça irão perder a sua motivação para realizar o seu dever e a opinião pública também pode começar a seguir esse caminho, eles podem dizer, então os órgãos constitucionais não se entendem uns aos outros e os ladrões e os criminosos também irão sentir-se livres para fazer o que quiserem, porque depois de os tribunais os terem condenado, e apenas três meses depois, o Presidente vai perdoar-lhes, por isso, eles sentem que poderão envolver-se em qualquer conduta criminosa ", afirmou o Bispo da Diocese de Baucau.
O chefe da Diocese de Baucau acrescentou que o presidente não avaliou corretamente antes que ele ter tomado a decisão sobre os prisioneiros Gastão Salsinha e o seu grupo.
Agora, o Presidente devia ter pensado nisso, como ele deveria ter tomado a sua decisão, porque ele só olhou para o facto de como ser bondoso para o senhor Salsinha e o seu grupo, o que nós não questionamos, ele é compassivo como eu disse, mas ele despertou uma série de problemas que o Presidente não tinha cogitado.
O bispo disse ainda que os órgãos judiciais não têm valor, porque a decisão do Presidente da República de perdoar resultou numa perda do Estado de Direito para a nação.
"Se eu fosse um oficial de justiça, gostaria de perguntar a mim mesmo, eu tenho qualquer valor neste país? Se não houver nenhum valor, então não vamos brincar, porque depois os oficiais de justiça, depois de tomar uma decisão, depois de alguém ser julgado em tribunal, mas então o que vamos dizer, o Presidente irá perdoa-los e é isso ", salientou o bispo Basílio.
Por isso o bispo Basílio disse que, os órgãos judiciais não têm nenhum valor, porque o perdão do Presidente levou à perda do Estado de Direito para a nação.
"Eu acho que é errado, eu pessoalmente questiono o raciocínio do presidente em ter decidido conceder o perdão, mas a decisão de perdoar é o que me levou a interpretar o resultado da decisão do Presidente, é um grande ponto de interrogação para mim, ao invés de resolver um problema, em vez disso ele criou uma série de problemas adicionais ", assinalou o bispo Basílio. (ino)
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3 comentários:
A declaração do Sr Bispo D. Basilio até certo ponto tem razão. Ele tem razão de afirmar de que o sistema de justiça poderá enfraquecer visto que os condenados não terão cumprido as suas penas e assim encorajaria mais em vez de deter crimes. Por outro lado, a questão de Salsinha e companhia deve ser visto do outro ângulo. O ‘atentado’ de crime contra os dois: PM e PR não são claros e duvida-se se de que houve! Na autópsia do Reinado foi declarado de que ele teria morto muito antes de o PR ser baleado e dado como provável de que não foi o Reinado o baleador. Sabe-se muito bem que o baleador and a solta!
Quanto o Salsinha, este muito menos provado. O fato de ele estar nas vicinidades não significa que ele esteve ali para matar o PM. Para quem fez o serviço militar e estudou as táticas de guerra, o PM não saíria dali vivo naquela emboscada. Primeiro porque ele estava dentro do carro e segundo porque a descripção como ele fugiu do local era muito duvidoso. Sendo assim ele só saíria dali vivo se os baleadores não tiverem a intenção de liquidar-lo. E foi assim!
Em suma, o dito atentado de 11 Fevereiro foi uma armadilha com objetivos políticos. Meter o Salsinha e os seus homens na prisão não estava a resolver o problema da impunidade mas sim aprisionar as vitimas, ou seja os que caíram na armadilha política. Os organizadores andam a solta e ocupam bons lugares no governo. Digamos, Salsinha os seus homens não são culpados e por isso libertados!
Discordo das declarações do Senhor Bispo Dom Basilio do Nascimento.
Salsinha e os seus homens deveriam estar presos sim, mas pelo crime que cometeram, Deserção, Rebelião Militar, etc, nunca pelo crime por que foram julgados, pois esse julgamento foi uma farsa, para encobrir os verdadeiros culpados.
A Atitude do Senhor Presidente Ramos Horta foi apenas a de repor a justiça.
Sou da opinião que estes homens deveriam ser julgados agora pelo verdadeiro crime que cometeram tal como acima o disse.
“Salsinha e os seus homens deveriam estar presos sim, mas pelo crime que cometeram, Deserção, Rebelião Militar, etc,…”
Concordo com isso nessa. Entretanto eles foram escorraçados dos serviços militares por isso. Eu até concordava com a decisão do PM anterior en correr com eles das forças armadas. Porque senão haverá uma anarquia total. Um dos problemas é que o PR de então não apoiu esta decisão por razões obvias: esfomeado do poder e falta de sentido de instituição de estado.
A decisão do PM Alkatiri em correr com eles, foi apoiado pelo PM de facto, mas às vítimas, Salsinha e os seus homens não foram informados pela tal decisão, em vez foram continuando deitar areias aos seus olhos, pensando que od Comandante-em-Chefe das Forças Armadas iria resolver os seus problems, sendo alguns dos quais re-ingressariam nas F/FDTL. Para qual a surpresas desertores a mosca muda e a merda não variou. Talvez desta merdas que os frustraram levaram a desencadear aquele onda de violência de 11 de Septembro – portanto a carrocinha completou a sua ronda!
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