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ASIA PACIFIC NEWS - 07 de Julho 2010- Tradução de ZIZI TIMOR OAN
DÍLI: A oposição aumentou em Timor Leste na quarta-feira relativamente a uma proposta australiana para processar os requerentes de asilo no empobrecido país, apesar do apoio garantido do presidente José Ramos Horta.
O Prémio Nobel da Paz disse que a nova primeira-ministra australiana, Julia Gillard, tinha-lhe proposto a ideia num telefonema na segunda-feira, mas ele ainda tinha de ouvir os detalhes ou discutir este assunto com o governo.
"Eu não gostaria que Timor Leste se tornasse uma ilha prisão para as pessoas que fogem da violência", disse Ramos Horta à TV australiana na quarta-feira.
Ele disse que Timor Leste esperaria ajuda financeira para cuidar dos refugiados e oferecer-lhes postos de trabalho, para que eles não se sentassem desocupadamente no centro, como prisioneiros".
Um comunicado do gabinete de Ramos Horta salientou que , " como um homem de profundas convicções humanitárias", ele nunca iria "virar as costas às pessoas que fogem da tirania e da violência".
Gillard disse terça-feira que teve a aprovação inicial de Ramos Horta, para enviar os requerentes de asilo para um novo centro de detenção em Timor Leste para processamento, numa aposta pré-eleitoral para conter o afluxo de refugiados ilegais que chegam de barco.
Ela disse que um centro de processamento regional iria "destruir" o comércio de tráfico de pessoas, que traz dezenas de barcos anualmente para o norte da Austrália , mas negou que estava a reavivar a linha-dura da "Solução Pacífico" do ex-primeiro-ministro John Howard.
Ramos Horta disse que a ideia teria que ser aprovada pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão, e as Nações Unidas, mas prometeu que Díli "iria olhar para as propostas com um espírito aberto, baseando puramente em considerações humanitárias".
O vice de Gusmão, José Luís Guterres, disse no entanto que, o pequeno país de pouco mais de um milhão de pessoas ainda não estava pronto ou disposto a lidar com um afluxo de imigrantes.
Ele acrescentou que Timor Leste, ainda está dependente da ajuda externa há mais de uma década, após o voto sangrento para se libertar do domínio indonésio já tinha rejeitado uma proposta similar da Austrália no passado.
"Mas com base na análise atual, sem nenhum estudo especial, Timor Leste não está em condições para aceitar um centro de detenção. Além disso, houve um precedente e o Governo rejeitou a ideia", disse ele à AFP.
"Na minha análise, eu acredito que esta é uma questão difícil e as pessoas terão as suas objeções."
Em comentários para a média australiana ele acrescentou que, "nós temos tantos problemas a enfrentar e trazer um outro problema para o país eu acho que não é sensato qualquer político fazê-lo".
Um legislador e membro parlamentar do partido Fretilin, Arsénio Bano, manifestou a sua total oposição ao plano.
"O partido da Fretilin rejeita esta proposta porque Timor Leste não é uma equipa avançada ou um representante para defender os interesses da Austrália", disse.
ASIA PACIFIC NEWS - 07 de Julho 2010- Tradução de ZIZI TIMOR OAN
DÍLI: A oposição aumentou em Timor Leste na quarta-feira relativamente a uma proposta australiana para processar os requerentes de asilo no empobrecido país, apesar do apoio garantido do presidente José Ramos Horta.
O Prémio Nobel da Paz disse que a nova primeira-ministra australiana, Julia Gillard, tinha-lhe proposto a ideia num telefonema na segunda-feira, mas ele ainda tinha de ouvir os detalhes ou discutir este assunto com o governo.
"Eu não gostaria que Timor Leste se tornasse uma ilha prisão para as pessoas que fogem da violência", disse Ramos Horta à TV australiana na quarta-feira.
Ele disse que Timor Leste esperaria ajuda financeira para cuidar dos refugiados e oferecer-lhes postos de trabalho, para que eles não se sentassem desocupadamente no centro, como prisioneiros".
Um comunicado do gabinete de Ramos Horta salientou que , " como um homem de profundas convicções humanitárias", ele nunca iria "virar as costas às pessoas que fogem da tirania e da violência".
Gillard disse terça-feira que teve a aprovação inicial de Ramos Horta, para enviar os requerentes de asilo para um novo centro de detenção em Timor Leste para processamento, numa aposta pré-eleitoral para conter o afluxo de refugiados ilegais que chegam de barco.
Ela disse que um centro de processamento regional iria "destruir" o comércio de tráfico de pessoas, que traz dezenas de barcos anualmente para o norte da Austrália , mas negou que estava a reavivar a linha-dura da "Solução Pacífico" do ex-primeiro-ministro John Howard.
Ramos Horta disse que a ideia teria que ser aprovada pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão, e as Nações Unidas, mas prometeu que Díli "iria olhar para as propostas com um espírito aberto, baseando puramente em considerações humanitárias".
O vice de Gusmão, José Luís Guterres, disse no entanto que, o pequeno país de pouco mais de um milhão de pessoas ainda não estava pronto ou disposto a lidar com um afluxo de imigrantes.
Ele acrescentou que Timor Leste, ainda está dependente da ajuda externa há mais de uma década, após o voto sangrento para se libertar do domínio indonésio já tinha rejeitado uma proposta similar da Austrália no passado.
"Mas com base na análise atual, sem nenhum estudo especial, Timor Leste não está em condições para aceitar um centro de detenção. Além disso, houve um precedente e o Governo rejeitou a ideia", disse ele à AFP.
"Na minha análise, eu acredito que esta é uma questão difícil e as pessoas terão as suas objeções."
Em comentários para a média australiana ele acrescentou que, "nós temos tantos problemas a enfrentar e trazer um outro problema para o país eu acho que não é sensato qualquer político fazê-lo".
Um legislador e membro parlamentar do partido Fretilin, Arsénio Bano, manifestou a sua total oposição ao plano.
"O partido da Fretilin rejeita esta proposta porque Timor Leste não é uma equipa avançada ou um representante para defender os interesses da Austrália", disse.
"Os refugiados querem ir para a Austrália e não para Timor Leste, de modo que a Austrália tem de tratar do assunto, e não fazer de Timor Leste um espaço de quarentena para os refugiados."
Como um país pobre e problemático, Timor Leste "não está pronto para aceitar os refugiados de outros países", acrescentou.
Gillard disse que iria ser "implacável no prosseguimento dos debates na região" sobre a proposta, e admitiu que era provável que levasse tempo a negociar.
"Mas a ideia é para toda a região, não apenas para a Austrália, para toda a região, seria uma melhor solução e uma solução mais duradoura ter um centro de processamento regional, onde os pedidos dos requerentes de asilo sejam processados ", disse Gillard.
A Austrália tem cerca de 400 tropas em East Timor, formalmente conhecido como Timor Leste, e é o líder da Força Internacional de Estabilização que proporciona segurança ao novo país. - AFP / jm
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