Sábado, 31 de Julho de 2010

PORTUGAL MANTÉM LINHA DE APOIO A TIMOR-LESTE

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Jornal da Madeira- 2010-07-31

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Gomes Cravinho, garantiu ontem que, apesar dos constrangimentos orçamentais, Portugal está preparado para continuar a apoiar a estabilidade de Timor-Leste.

Falando na presença da representante especial do Secretário Geral das Nações Unidas, Hamerah Haak, durante uma cerimónia de homenagem, em Díli, ao militar da GNR falecido em junho, num acidente, Gomes Cravinho sublinhou o esforço considerável do país para manter a participação das suas forças em diferentes teatros de operações, integradas em missões de paz, mas assegurou que o apoio a Timor-Leste vai prosseguir.

“Estamos preparados para continuar a prestar este apoio a Timor-Leste, de capacitação das suas polícias, e na manutenção de um clima de paz e estabilidade que conseguirmos juntos alcançar”, disse.

O secretário de Estado salientou que, na luta de Timor-Leste pela estabilidade e desenvolvimento desde a sua independência, “Portugal participa ativamente como o segundo maior contribuinte da missão das Nações Unidas para a força policial, com cerca de 200 homens, número para o qual a GNR contribui com três quartos dos efetivos”.

“Esta participação na UNMIT constitui um apreciável esforço nacional, atendendo à dimensão do nosso país e aos atuais constrangimentos orçamentais, bem como à nossa presença também em outros teatros de operações”, disse.

“Constitui mais uma prova de que do nosso firme compromisso de estreita cooperação com Timor-Leste, de que somos um dos maiores contribuintes internacionais”, acrescentou Gomes Cravinho.

O governante elogiou a prestação das forças militares e policiais que estão em missões no estrangeiro, por contribuírem com o seu apoio incondicional para que Portugal consiga “chegar aos países mais longínquos e inóspitos, para enfrentar os teatros de crise mais complicados, como o Afeganistão ou o Iraque, contribuindo largamente para a segurança e a estabilidade, de forma a que se comecem a criar as condições para uma paz duradoura, conducente ao desenvolvimento sustentado”.

Agência Lusa
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