.
CORREIO DO MINHO/LUSA- 2010-07-16
As negociações entre os governos da Austrália e Indonésia para a criação de um centro regional de refugiados em Timor-Leste foram inconclusivas, noticiou ontem a imprensa australiana.
Segundo a agência de notícias Australian Associated Press (AAP), a primeira ministra da Austrália, Júlia Gillard, voltou a rejeitar a proposta de criar o centro de refugiados em Naru devido aos problemas políticos que assolam aquela pequena ilha do Pacífico.
Por sua vez, as autoridades da Indonésia não concordam com a implementação de um centro daquele tipo em Timor-Leste, solução defendida pela Austrália.
De acordo com a AAP, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Stephen Smith, informou o seu homólogo indonésio, Marty Natalegawa, sobre a proposta do governo australiano durante as conversações que mantiveram hoje, em Jacarta, capital da Indonésia.
Após o encontro, Natalegawa escusou-se a comentar se o seu país apoiava a solução australiana, não tendo também assumido uma posição definitiva.
'As conversações sobre este assunto ainda estão a ser realizadas', assegurou aos jornalistas o chefe da diplomacia da Indonésia.
Natalegawa afirmou que concordava com a necessidade de melhor enquadramento regional para lidar com o tráfico de pessoas e requerentes de asilo, considerando qu e a criação de um centro de refugiados era uma 'potencial componente'.
'Eu posso entender a razão', disse o ministro indonésio, mas sem especificar um local para a instalação do centro de refugiados.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros australiano disse que as discussões sobre o tema foram 'produtivas', manifestando-se convicto que as negociações 'vão avançar nas próximas semanas'.
A primeira ministra australiana, Júlia Gillard, propôs a criação de um centro para asilados em Timor-Leste, tendo estabelecido contactos com o Presidente da República, José Ramos-Horta, e com o Governo liderado por Xanana Gusmão, para discutir a proposta, mas esta foi chumbada pelo Parlamento timorense.
A Indonésia já tinha manifestado preocupação com a construção do centro, temendo que este pudesse atrair mais refugiados para águas indonésias, e para o seu próprio território, devido a permeabilidade da sua fronteira com Timor.
A maioria dos requerentes de asilo que chegam à costa australiana são oriundos do Sri Lanka e Afeganistão, e muitos são intercetados nas águas da Indonésia.
Segundo números oficiais, só este ano já foram intercetados a caminho da Austrália cerca de 2982 requerentes de asilo.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
.

CORREIO DO MINHO/LUSA- 2010-07-16
As negociações entre os governos da Austrália e Indonésia para a criação de um centro regional de refugiados em Timor-Leste foram inconclusivas, noticiou ontem a imprensa australiana.
Segundo a agência de notícias Australian Associated Press (AAP), a primeira ministra da Austrália, Júlia Gillard, voltou a rejeitar a proposta de criar o centro de refugiados em Naru devido aos problemas políticos que assolam aquela pequena ilha do Pacífico.
Por sua vez, as autoridades da Indonésia não concordam com a implementação de um centro daquele tipo em Timor-Leste, solução defendida pela Austrália.
De acordo com a AAP, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Stephen Smith, informou o seu homólogo indonésio, Marty Natalegawa, sobre a proposta do governo australiano durante as conversações que mantiveram hoje, em Jacarta, capital da Indonésia.
Após o encontro, Natalegawa escusou-se a comentar se o seu país apoiava a solução australiana, não tendo também assumido uma posição definitiva.
'As conversações sobre este assunto ainda estão a ser realizadas', assegurou aos jornalistas o chefe da diplomacia da Indonésia.
Natalegawa afirmou que concordava com a necessidade de melhor enquadramento regional para lidar com o tráfico de pessoas e requerentes de asilo, considerando qu e a criação de um centro de refugiados era uma 'potencial componente'.
'Eu posso entender a razão', disse o ministro indonésio, mas sem especificar um local para a instalação do centro de refugiados.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros australiano disse que as discussões sobre o tema foram 'produtivas', manifestando-se convicto que as negociações 'vão avançar nas próximas semanas'.
A primeira ministra australiana, Júlia Gillard, propôs a criação de um centro para asilados em Timor-Leste, tendo estabelecido contactos com o Presidente da República, José Ramos-Horta, e com o Governo liderado por Xanana Gusmão, para discutir a proposta, mas esta foi chumbada pelo Parlamento timorense.
A Indonésia já tinha manifestado preocupação com a construção do centro, temendo que este pudesse atrair mais refugiados para águas indonésias, e para o seu próprio território, devido a permeabilidade da sua fronteira com Timor.
A maioria dos requerentes de asilo que chegam à costa australiana são oriundos do Sri Lanka e Afeganistão, e muitos são intercetados nas águas da Indonésia.
Segundo números oficiais, só este ano já foram intercetados a caminho da Austrália cerca de 2982 requerentes de asilo.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
.

0 comentários:
Enviar um comentário