Sábado, 10 de Julho de 2010

LÚCIA LOBATO É SUSPEITA NO CASO BERE

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Escrito por CJITL editor, sexta-feira, 9 de julho de 2010 - Tradução de ZIZI TIMOR OAN

Díli Flash, quarta-feira, 8 de julho - Esta semana a ministra da Justiça, Lúcia Brandão Lobato, foi oficialmente notificada pelo Ministério Publico como arguida ou suspeita, pela desconfiança do seu envolvimento na libertação do ex-milícia do grupo Laksaur, Martenus Bere.

Respondendo a esta notificação, a ministra da Justiça fez-se acompanhar pelo seu advogado, Sérgio Hornay e prestou declarações do seu envolvimento na libertação de Maternus Bere, em 30 de agosto de 2010.

Durante este processo de prestação de declarações, a ministra Lúcia tem de cumprir o dever judiciário e responder a várias perguntas em relação ao seu envolvimento neste caso.

Depois de ter prestado depoimento ao Ministério Publico, ela dirigiu-se aos jornalistas e disse que, não foi ela quem deu (a liberdade a Maternus Bere), mas que foi uma decisão do Presidente da Republica (PR), José Ramos Horta, porque Ramos Horta já tinha prometido a Jacarta antes de 30 de agosto que, Maternus Bere podia já ser entregue ao Governo da Indonésia

" Como uma das pessoas que também libertou Maternus Bere, eu tomo a responsabilidade da minha parte, mas os outros senhores também têm de ser responsabilizados," disse Lúcia

" Eu também já pedi ao MP para ouvir as declarações do PR Horta, PM Gusmão e também da Procuradoria-Geral da República, porque todos estiveram envolvidos, mas até agora somente a ministra da Justiça é que é responsabilizada, isto não é justo, " afirmou Lúcia

Foi a própria Lúcia Lobato quem recebeu a carta de notificação no dia 22 de junho, a comunicar que ela era arguida no caso da libertação de Maternus Bere da prisão de Becora.

" Eu quero dizer que a acusação diz que eu é que tirei o Maternus Bere da cadeia, eu não aceito isto, porque todas as pessoas estiveram envolvidas, " afirmou Lobato.

Por outro lado, Sérgio Honrai, advogado de defesa da ministra da Justiça, Lúcia Lobato, confirmou que este processo, que é de alto nível e por isso não podem lavar as mãos, e que é do interesse que todas as pessoas sejam responsabilizadas e que não podem apenas responsabilizar a sua cliente.(CJITL Editor)
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2 comentários:

Anónimo disse...

Agora e que bai ser bonito, quando as comadres se zangam,,,

Anónimo disse...

O que a Ministra não compreende aqui é que quando os compandres se zangam, as comadres são as mais que ficariam com a treta toda. Para além disso, apesar de a senhora ser Ministra, a justiça só recai nos menos poderosos, no vosso caso, é a senhora. Os outros de quem a senhora mencionou, eles são a lei! São eles que decidem quem deve e não deve ir sentar aos bancas do réu!

A senhora sabe muito bem que o sistema judicário não é independente. O sistema judiciário funciona-se de executivo isto é, executar os programas uma pessoas!