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Notícias Lusófonas- 13 de julho de 2010
O vice-primeiro-ministro de Timor-Leste disse hoje que a libertação do antigo elemento das milícias pró-indonésias Maternus Bere se deveu a interesses nacionais, considerando que a investigação judicial não coloca em causa o Estado de Direito.
“Todo esse processo, a nosso ver, decorreu de acordo com os interesses nacionais, interesses nacionais do povo de Timor-Leste”, afirmou à Agência Lusa José Luís Guterres, apontando o exemplo recente da troca de espiões entre os Estados Unidos da América e a Rússia para salientar que “são processos normais que acontecem em qualquer parte do mundo”.
A ministra da Justiça timorense, Lúcia Lobato, foi constituída arguida pelo Ministério Público (MP) no âmbito da investigação à libertação de Maternus Bere, a 30 de Agosto de 2009, alegadamente à margem de qualquer decisão judicial.
Depois de prestar depoimento no MP, Lúcia Lobato assumiu que participou no processo, estando disposta a arcar com as suas responsabilidades, mas observou que outros políticos devem também fazê-lo, sugerindo a recolha de depoimentos junto do Presidente da República, do primeiro-ministro e da Procuradora-geral da República.
José Luís Guterres acrescentou que partilha do que disse a ministra.
“Obviamente que aquilo que a ministra da Justiça disse, partilho. Como membro do Governo, também acompanhei essa situação e, por isso mesmo, deixemos que a justiça tome o seu curso”, defendeu.
Para o governante, “esta situação não vem de maneira nenhuma abalar os alicerces do regime democrático mas, pelo contrário, vem mostrar ao mundo que também em Timor respeitamos a justiça e respeitamos as instituições que tomam conta da justiça”.
O vice-primeiro-ministro, que se encontra em Xangai, na China, onde hoje se assinala o dia de Timor-Leste, considerou ainda que o processo judicial “mostra a vitalidade do sistema democrático” do país.
“A Procuradoria-Geral da República constituiu a ministra da Justiça como arguida. Só esse facto mostra que há uma independência das nossas instituições de Estado e a vontade política de fazer funcionar as leis vigentes no país”, observou.
Maternus Bere, ex-chefe da milícia Laksur, foi entregue à Indonésia por decisão política, tendo primeiro passado pela embaixada daquele país em Díli, depois de ter sido libertado da prisão de Becora, a 30 de Agosto de 2009, data em que se assinalaram dez anos sobre a consulta popular que ditou a independência de Timor-Leste.
O antigo chefe da milícia Laksur foi preso pelas autoridades timorenses quando entrou em Timor-Leste para assistir ao funeral do pai e foi enviado para a cadeia de Becora.
Sobre ele pende a acusação de estar envolvido em vários crimes contra a humanidade, incluindo homicídio, estupro, deportação, sequestro e tortura em Timor-Leste em Setembro de 1999, após o anúncio do resultado do referendo.
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Notícias Lusófonas- 13 de julho de 2010
O vice-primeiro-ministro de Timor-Leste disse hoje que a libertação do antigo elemento das milícias pró-indonésias Maternus Bere se deveu a interesses nacionais, considerando que a investigação judicial não coloca em causa o Estado de Direito.
“Todo esse processo, a nosso ver, decorreu de acordo com os interesses nacionais, interesses nacionais do povo de Timor-Leste”, afirmou à Agência Lusa José Luís Guterres, apontando o exemplo recente da troca de espiões entre os Estados Unidos da América e a Rússia para salientar que “são processos normais que acontecem em qualquer parte do mundo”.
A ministra da Justiça timorense, Lúcia Lobato, foi constituída arguida pelo Ministério Público (MP) no âmbito da investigação à libertação de Maternus Bere, a 30 de Agosto de 2009, alegadamente à margem de qualquer decisão judicial.
Depois de prestar depoimento no MP, Lúcia Lobato assumiu que participou no processo, estando disposta a arcar com as suas responsabilidades, mas observou que outros políticos devem também fazê-lo, sugerindo a recolha de depoimentos junto do Presidente da República, do primeiro-ministro e da Procuradora-geral da República.
José Luís Guterres acrescentou que partilha do que disse a ministra.
“Obviamente que aquilo que a ministra da Justiça disse, partilho. Como membro do Governo, também acompanhei essa situação e, por isso mesmo, deixemos que a justiça tome o seu curso”, defendeu.
Para o governante, “esta situação não vem de maneira nenhuma abalar os alicerces do regime democrático mas, pelo contrário, vem mostrar ao mundo que também em Timor respeitamos a justiça e respeitamos as instituições que tomam conta da justiça”.
O vice-primeiro-ministro, que se encontra em Xangai, na China, onde hoje se assinala o dia de Timor-Leste, considerou ainda que o processo judicial “mostra a vitalidade do sistema democrático” do país.
“A Procuradoria-Geral da República constituiu a ministra da Justiça como arguida. Só esse facto mostra que há uma independência das nossas instituições de Estado e a vontade política de fazer funcionar as leis vigentes no país”, observou.
Maternus Bere, ex-chefe da milícia Laksur, foi entregue à Indonésia por decisão política, tendo primeiro passado pela embaixada daquele país em Díli, depois de ter sido libertado da prisão de Becora, a 30 de Agosto de 2009, data em que se assinalaram dez anos sobre a consulta popular que ditou a independência de Timor-Leste.
O antigo chefe da milícia Laksur foi preso pelas autoridades timorenses quando entrou em Timor-Leste para assistir ao funeral do pai e foi enviado para a cadeia de Becora.
Sobre ele pende a acusação de estar envolvido em vários crimes contra a humanidade, incluindo homicídio, estupro, deportação, sequestro e tortura em Timor-Leste em Setembro de 1999, após o anúncio do resultado do referendo.
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1 comentários:
Amigos/as, sejam honestos. Aquele que deveria e não mostra nem nunca mostrou responsabilidades atempadas na resolução do problema Bere chama-se Zacarias da Costa. Vão ver que entretanto o fogacho lhe vai chegar aos calcanhares caso a coisa não se fique dentro de portas. É uma vergonha atingir-se o ponto que afinal as manipulações querem atingir. O responsável pela situação não foi quem decidiu, foi quem não resolveu a situação. Esse tem uma cara e uma "cadeira" mas de tão apegado à estupidez táctica não se manifesta. Sobre ele vai cair a matéria. Agora pensem.
Bom trabalho de continuação do TLN.
A queda continua mas até baterem no chão, tudo vai bem.
Força!
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