Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

DÍLI PRONTA PARA AJUDAR MAS DIZ QUE CUSTOS SÃO PREOCUPANTES

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HAMISH MCDONALD ÁSIA - PACIFIC EDITOR, 7 de julho de 2010- The Australian- Tradução de ZIZI TIMOR OAN

O presidente timorense, José Ramos-Horta, encarou com simpatia o pedido da primeira-ministra australiana, para a criação de um centro de processamento dos requerentes de asilo no seu país, mas ainda não foi dado o seu acordo.

Teria que ser parte de um acordo regional, não implicando qualquer custo para o seu país e ser um acordo''temporário", com prazos sobre o processamento dos pedidos dos refugiados.

Ramos Horta disse que Timor Leste não usaria o acordo para negociar concessões em outras áreas, como uma parte maior dos benefícios do campo de gás natural do Greater Sunrise no Mar de Timor, ou o acesso a trabalho sazonal na Austrália para os timorenses.

''Eu pessoalmente contemplo com simpatia a ideia, devido à minha preocupação sobre o fornecimento de assistência humanitária a pessoas que fogem da violência e da pobreza extrema,''disse ele em Díli ontem.

''Eu concordarei, no contexto de um acordo internacional regional e sem compromissos financeiros para Timor Leste,''disse ele, acrescentando que o seu Governo esperaria prazos para o processamento dos casos, e dos refugiados encontrarem residência na Austrália ou em outros países.

Julia Gillard levantou a questão num telefonema ontem, embora ele tivesse falado com ela antes, depois de ela ter tomado posse. ''Vou ter de consultar o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, quem eu vou ver só na quinta-feira'', disse ele, acrescentando:''Ainda não é um "sim". ... Eu, pessoalmente, jamais voltaria costas às pessoas que fogem da perseguição, que fogem da violência.''

O prémio Nobel lembrou que, em 2001, durante a crise Tampa, o então ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer, telefonou-lhe e perguntou se Timor Leste aceitaria os requerentes de asilo afegãos a bordo do navio norueguês ao largo da Christmas Island. Ele concordou, mas no final os refugiados foram levados para a ilha de Nauru, sob o acordo ''Solução Pacífico".

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, também recebeu um telefonema da Sra. Gillard, na noite de segunda-feira. Foi durante uma conversa de 30 minutos que pela primeira vez o centro de processamento regional foi levantado, disse o senhor Key.

Nenhum barco de refugiados veio dar à costa da Nova Zelândia, e o país é capaz de ser convidado a aceitar refugiados aprovados a partir do centro de reinstalação.

O Sr. Key disse, que a Nova Zelândia não iria aumentar a sua quota de 750 refugiados, nem aceitar uma redução na qualidade de refugiados que aceita, nem irá sacrificar os controlos de segurança. ''Estamos dispostos a sentar com os australianos,''disse o senhor Key.

''Mas a solução de acordo com a nossa perspetiva tem de garantir que esta irá agir como um forte elemento dissuasor para aqueles que estão envolvidos em tráfico de pessoas, e não agir como uma espécie de ímã para aumentar o número de barcos que estão a vir para a Austrália - e talvez um dia para a Nova Zelândia.''

Na Indonésia, os requerentes de asilo do Sri Lanka reagiram com confusão, e depois tristeza, após a Sr.ª. Gillard ter dito que qualquer tentativa de chegar à Austrália era suscetível de resultar em serem re-enviados para o seu país.

Primeiro, ficaram satisfeitos ao ouvir que o congelamento do processamento iria ser levantado, mas eles ficaram devastados ao ouvir as notícias de que agora as diretrizes da ONU criam mais dificuldades para eles fixarem residência na Austrália.

Com Kirsty Needham and Tom Allard
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