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Escrito POR Madalena Horta e estagiário em Bobonaro - Quinta-feira, 1 de julho de 2010- Tradução de ZIZI TIMOR OAN
CJITL flash - Os desalojados da crise de 2006 ainda não receberam até hoje as indemnizações, e consideram que o IV Governo Constitucional liderado por Xanana Gusmão lhes mentiu.
Alberto Fernandes Lopes é um desalojado de Dare que recebeu há já muito tempo um recibo do Governo, mas até agora ainda não viu um cêntimo do executivo de Gusmão.
" O Estado já nos deu um papel há muito tempo, mas nós não recebemos nada", disse Alberto há pouco tempo em Díli.
" De manhã nós viemos para aqui e eles disseram para nós irmos para o banco, todos os dias nós voltamos sempre aqui, parecemos uma bola que eles chutam para cá e para lá."
Ele ameaçou o Governo, principalmente o ministério da Solidariedade Social, pois, eles não levam a sério os problemas deles, e por este motivo, eles estão a tomar ações passivas contra o primeiro-ministro.
Também Joana de Deus de 42 anos, diz que durante três anos ela tratou dos documentos, e todos os dias ela vem para o ministério de Segurança Social (MSS) e vai ao banco, mas nunca recebeu o dinheiro.
" Nós apenas vamos ao MSS e ao banco, mas sem resultados, os grandes (pessoas importantes) apenas nos fazem sofrer", disse. " Eu acho que as pessoas que lá trabalham não têm competência para acompanhar as necessidades do povo, porque quando nós lá vamos eles dizem-nos que as pessoas já lá não trabalham, e agora só têm funcionários novos, e estes não sabem de nada."
Outra desalojada, Maria Estrela de Jesus de 37 anos, tem tido a mesmo sorte dos outros dois amigos, ainda não recebeu o dinheiro mas já tem o recibo.
" Eu ainda não recebi, mas eu acho que o dinheiro já está no banco, quando eu lá vou verificar eles dizem que o meu nome não está lá", explicou. " Durante dois anos eu fui lá para certificar, sem resultados ", acrescentou.
Em resposta a estas preocupações, a ministra Maria Domingas Alves, disse que tudo tem de ser feito através de um processo, de modo a que algo seja alcançado, por isso, não podem apenas falar para nós agirmos.
" Eu peço aos amigos que estão a tomar parte destas ações (reivindicativas) para se acalmarem, porque para tudo tem de se esperar, principalmente no caso dos desalojados porque são muitas pessoas." (Madalena, Prisca/CJITL)
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Escrito POR Madalena Horta e estagiário em Bobonaro - Quinta-feira, 1 de julho de 2010- Tradução de ZIZI TIMOR OAN
CJITL flash - Os desalojados da crise de 2006 ainda não receberam até hoje as indemnizações, e consideram que o IV Governo Constitucional liderado por Xanana Gusmão lhes mentiu.
Alberto Fernandes Lopes é um desalojado de Dare que recebeu há já muito tempo um recibo do Governo, mas até agora ainda não viu um cêntimo do executivo de Gusmão.
" O Estado já nos deu um papel há muito tempo, mas nós não recebemos nada", disse Alberto há pouco tempo em Díli.
" De manhã nós viemos para aqui e eles disseram para nós irmos para o banco, todos os dias nós voltamos sempre aqui, parecemos uma bola que eles chutam para cá e para lá."
Ele ameaçou o Governo, principalmente o ministério da Solidariedade Social, pois, eles não levam a sério os problemas deles, e por este motivo, eles estão a tomar ações passivas contra o primeiro-ministro.
Também Joana de Deus de 42 anos, diz que durante três anos ela tratou dos documentos, e todos os dias ela vem para o ministério de Segurança Social (MSS) e vai ao banco, mas nunca recebeu o dinheiro.
" Nós apenas vamos ao MSS e ao banco, mas sem resultados, os grandes (pessoas importantes) apenas nos fazem sofrer", disse. " Eu acho que as pessoas que lá trabalham não têm competência para acompanhar as necessidades do povo, porque quando nós lá vamos eles dizem-nos que as pessoas já lá não trabalham, e agora só têm funcionários novos, e estes não sabem de nada."
Outra desalojada, Maria Estrela de Jesus de 37 anos, tem tido a mesmo sorte dos outros dois amigos, ainda não recebeu o dinheiro mas já tem o recibo.
" Eu ainda não recebi, mas eu acho que o dinheiro já está no banco, quando eu lá vou verificar eles dizem que o meu nome não está lá", explicou. " Durante dois anos eu fui lá para certificar, sem resultados ", acrescentou.
Em resposta a estas preocupações, a ministra Maria Domingas Alves, disse que tudo tem de ser feito através de um processo, de modo a que algo seja alcançado, por isso, não podem apenas falar para nós agirmos.
" Eu peço aos amigos que estão a tomar parte destas ações (reivindicativas) para se acalmarem, porque para tudo tem de se esperar, principalmente no caso dos desalojados porque são muitas pessoas." (Madalena, Prisca/CJITL)
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