Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

«Cooperação portuguesa tem de se ajustar à rápida evolução timorense»

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Notícias Lusófonas- 29-Jul-2010

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Gomes Cravinho, disse hoje que a cooperação portuguesa precisa de se ajustar aos desafios que a rápida evolução de Timor-Leste está a colocar.

Gomes Cravinho falava aos jornalistas em Díli, após uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias Albano da Costa, com quem debateu o novo Plano Indicativo de Cooperação (PIC), a vigorar a partir de 2011.

“Há novidades a introduzir, na medida em que Timor, felizmente, é um Estado em rápida evolução, em que os desafios se vão renovando e aparecendo novos, a que a Cooperação Portuguesa tem de saber ajustar-se”, declarou.

Quanto às “novidades”, que não concretizou, deixou antever que a cooperação económica deverá ganhar expressão no novo PIC: “Timor está num processo de crescimento económico acelerado, o que é muito interessante para os agentes económicos. O que nós temos de fazer a esse respeito é ajudar a criar condições, como a linha de crédito e acordos de natureza jurídica e administrativa, que facilitem o envolvimento do empresariado português.

“Nessa matéria, é uma grande alegria para Portugal ver Timor-Leste a consolidar-se e a crescer como país, no concerto das nações”, disse.

Confrontado com a demora na abertura da linha de crédito a Timor-Leste, Gomes Cravinho respondeu que “o processo está andar bem”, havendo “apenas algumas questões técnicas a resolver” e que “a abertura será muito em breve”.

Já quanto às principais áreas que têm marcado a cooperação portuguesa, o secretário de Estado garantiu que haverá “um grau de continuidade bastante grande na Língua e na Justiça”, mas mesmo aí haverá mudanças.

“Verificamos que as preocupações de há três anos não são as de hoje. O “modus operandi” e o que são exigências de organização e os recursos necessários têm de ser ajustados. Estou bastante orgulhoso do trabalho que tem sido feito, mas os próximos anos não serão iguais aos últimos e há ajustamentos a fazer”, disse.

“Portugal não pretende ter um papel preponderante, mas sim contribuir, dentro das nossas possibilidades, para o desenvolvimento de Timor-Leste e vamos procurar fazê-lo de várias maneiras, incluindo em domínios em que temos uma clara mais-valia, de que o caso da Língua e da Justiça são paradigmáticos”, reforçou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Zacarias da Costa, disse que o encontro serviu para analisar questões relativas à cooperação bilateral, “que vão desde as preocupações em relação ao investimento na Língua Portuguesa em Timor-Leste, a outras áreas em que Portugal tem estado envolvido, como a justiça, agricultura e segurança”.

“Fizemos uma avaliação e perspectivámos o futuro. O investimento e aposta na Língua tem sido importante, com resultados, mas é também importante avançarmos muito mais e podemos trabalhar juntos para consolidar a Língua Portuguesa em Timor”, concluiu.

Gomes Cravinho iniciou hoje uma visita de cinco dias a Timor-Leste, tendo ainda previsto encontros com vários membros do Governo e inaugura na quinta feira um memorial ao sargento-ajudante da GNR Ermenegildo Marques, falecido em serviço, num acidente de viação, em Junho.

Do programa do secretário de Estado, faz ainda parte um encontro com o secretário geral do maior partido da oposição FRETILIN, Mari Alkatiri, e uma deslocação ao distrito de Baucau.
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2 comentários:

Anónimo disse...

Uahuuu...

Anónimo disse...

Esta promessa de ajudar na lingual faz-se cada vez que um Ministro vai a Timor-Leste. Se pusessem na prática aquilo que tinha prometido desde 2002 muitas coisas já estariam melhor. Porque é que Portugal não faz como dizem os anglophones (Australia, Canada, Reino Unido e Estado Unidos) “put your money where your mouth is”? Competir com estes países requerem resultados, caso contrário as coisas não andam!