TSF-18 de junho 2010
O ministro dos Negócios Estrangeiros e Europeus de França considerou, esta sexta-feira, que com a morte de José Saramago Portugal «perde um dos maiores escritores» e um «homem comprometido com a causa das liberdades».
«Durante toda a sua vida, José Saramago foi um homem comprometido com a causa das liberdades», refere uma mensagem de Bernard Kouchner divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, sublinhando a luta travada por Saramago contra a ditadura em Portugal.
Um combate que, em nome dos mesmos ideais, travou em todo o mundo e em particular em Timor-Leste, acrescenta.
O chefe da diplomacia francesa sublinha ainda as convicções de Saramago patentes «no âmago da sua excepcional obra literária», o que lhe mereceu ser o primeiro escritor português e lusófono a receber o prémio Nobel da Literatura.
«A obra de Saramago é cheia de curiosidade, de desejo, de perguntas e de angústias e de uma profundidade única sobre a sociedade portuguesa da qual os franceses se sentem tão perto e estão todos agarrados», considera Kouchner.
O ministro francês recorda também a «amizade antiga, profunda e sincera» que ligava Saramago a França e que lhe valeu o título de Doutor Honoris Causa pelas universidades de Bordeaux e Lyon.
O chefe da diplomacia francesa envia ainda aos familiares, íntimos do escritor e ao povo português «sentidas condolências» e a sua profunda simpatia.
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