Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

GOVERNO VAI REESTRUTURAR O SECUNDÁRIO COM O APOIO DE PORTUGAL

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O Ministério da Educação de Timor-Leste, a Fundação Gulbenkian e o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento assinaram um protocolo para a reestruturação do ensino secundário, revelou hoje fonte académica A reestruturação visa colocar o secundário timorense em padrões internacionais de acesso ao ensino superior e está a ser preparada pela Universidade de Aveiro, que deslocou a Díli uma missão técnica, chefiada pela ex vice-reitora Isabel Martins.

Segundo disse à Lusa, o novo Plano Curricular está dividido em duas vias de pré-especialização que os alunos terão de optar: ciências e tecnologias, e ciências sociais e humanas.

A primeira vai compreender matemática, química, física, biologia e geologia, enquanto serão disciplinas da segunda a história, geografia, matemática aplicada, literaturas e culturas, e sociologia.

Haverá ainda uma componente geral, comum às duas vias, destinada à formação em competências básicas, com ensino das línguas (português, tétum, inglês e, eventualmente indonésio), tecnologias multimédia, e cidadania e desenvolvimento social, religião, e educação física e desporto.

Nem todas essas disciplinas serão preparadas pela equipa portuguesa, como é o caso do tétum e indonésio, da religião e da educação física e desporto.

Durante a apresentação feita em Díli, a missão portuguesa foi confrontada com as preocupações de professores quanto a disciplinas que desaparecem no novo programa curricular, caso da antropologia, de outras que são autonomizadas, caso da História e da Geografia, e quanto a novas disciplinas como a geologia.

«Há conceitos de antropologia que são contemplados na sociologia e na disciplina de literaturas e culturas e terão de ser encontrados esquemas de reconversão de professores», disse Isabel Martins.

Já quanto à geologia, a professora da Universidade de Aveiro explica que corresponde ao interesse manifestado pelo governo timorense, devido aos recursos do país, embora se questione que professores vão dar a disciplina.

«As equipas que conceberam o programa vão construir os planos de cada disciplina, escrever os manuais e os guias para os professores. É um desafio enorme e por isso é que temos mais de 50 pessoas na Universidade de Aveiro a trabalhar neste projecto», disse.

Lusa / SOL
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