Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

ESTUDANTES DA ESCOLA DE BOBONARO FAZEM EXIGÊNCIAS A JOÃO CÂNCIO

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Escrito por estagiário do CJITL em Bobonaro - Segunda-feira, 28 de junho de 2010- Tradução de ROSÁRIO PEDRUCO

CJITL de investigação - Os pais e estudantes da escola secundaria nº 3 de Cavalaria, no subdistrito de Bobonaro, sentem-se tristes porque a escola fundada pelo Governo anterior através do ministério de Educação em 2006, até agora não tem o seu próprio edifício.

Sérgio Guterres como estudante e chefe da Organização Siswa Indra Sekolah (OSIS) está preocupado com as condições desta escola, porque não tem facilidades e pior, eles usam as infraestruturas da escola primária.

Ele disse que durante cinco anos a escola deles utilizou o edifício da escola primária, mas que esta escola não tem condições e facilidades para os estudantes, como por ex, mesas, cadeiras e salas.

Por este motivo pedimos ao ministério competente para urgentemente prestar atenção e construir um edifício próprio, para que possamos deixar de usar as facilidades da escola primária.

" Não queremos usar em conjunto a sala da primária, porque o nível escolar não é o mesmo", afirmou o estudante do subdistrito de Bobonaro.

Sérgio também questionou o número de estudantes, pois, este é elevado, mas as facilidades e as infraestruturas da escola primária de Dom Caileto que os estudantes usam em conjunto, não condizem com o número existente de estudantes.

Eles já têm quatro salas, 104 cadeiras e o mesmo número de mesas, mas não são suficientes para os estudantes utilizarem para estudar e aprender bem com os professores, porque o número de estudantes é grande", disse Sérgio

" O total de estudantes da secundaria nº 3 de Bobonaro é de 319 e eles também precisam de livros".

De acordo com Felisberto, que é pai de um estudante, ele também sente que não está certo porque até agora os estudantes da secundaria nº3 de Bobonaro ainda utilizam em conjunto as salas da escola primaria, que dividem entre a manhã e a tarde.

Perante esta realidade, Felisberto pede ao Estado e ao Governo para tomarem atenção às condições desta escola, de modo a salvar o futuro destes 18 estudantes.

O diretor da escola secundária nº3 de Cavalaria, Mariano Baptista, reconhece que as condições da escola não são boas porque as salas de aulas estão superlotadas.

Ele também disse que em 2007 o diretor anterior, Juvencio de Jesus, entrou com uma proposta no ministério de Educação para que se aumentasse o número de salas, mas, até agora ainda não houve um sinal positivo do respetivo ministério

O vice diretor apela ao Governo, principalmente ao ministério da Educação para aumentarem as infraestruturas, porque os estudantes das classes 1 e 2 utilizam as salas da escola primaria.

" Nós continuamos a exigir ao Governo, principalmente ao ministro da Educação, João Câncio para aumentar o número das salas de aulas na escola e também mesas e cadeiras, porque até agora os estudantes das classes 1 e 2B da secundária nº 3 de Bobonaro ainda utilizam as salas da escola primária"disse.

Ele questionou também a situação dos livros para os alunos estudarem as disciplinas como as Ciências Sociais e Ciência da Natureza.

Em relação a esta preocupação, o superintendente da Educação do distrito de Maliana, João Maupelu, prometeu aumentar as infraestruturas da escola secundária de Cavalaria, mas que não seria para já, pois, o local para se fazerem as salas de aulas para a escola não era bom.

Ele também reconhece que as mesas e as cadeiras para os estudantes não são suficientes pois o Governo apenas forneceu mais de duzentos.

Em relação aos livros o superintendente explicou que não é apenas a escola nº 3 de Bobonaro que não tem livros, mas sim em quase todas as escolas secundárias de todo o território de Timor Leste.

Ele não prometeu fornecer ou não ajuda para os livros, porque dependia da situação financeira do ministério da Educação.

De acordo com as observações do Centro Investigativo dos Jornalistas de Timor Leste (CJITL), estas demonstram que não é apenas a escola secundaria nº3 de Bobonaro que não tem um edifício, também a Escola Pública Técnico Profissional de Baucau depara-se com o mesmo problema, pois, esta também não tem um edifício próprio. (Prisca Pereira de Jesus, Elisia M. Lopes, Elias da Silva O. Xavier, Agusto Martins Gabriel/CJITL estagiário em Bobonaro) ­
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