GUSMÃO SECA TUDO E TODOS QUE ESTÃO À SUA VOLTA
Da notícia do Timor Post sobre palavras de Mari Alkatiri, em que anunciava uma coligação da FRETILIN com o CNRT, fizemos uma sondagem para saber da opinião dos que nos visitam. Independentemente de a referida notícia ter sido desmentida passado dois dias, por Alkatiri, reconhecendo também o Timor Post que errou e não informou com verdade, prosseguimos com a sondagem a título de curiosidade.
Perguntávamos: “Mari Alkatiri anunciou que o CNRT e a Fretilin vão fazer uma coligação para levar este país para a frente e, portanto, o PM Xanana Gusmão e eu não vamos entrar em desafios e não vamos ficar zangados um com o outro”. Concorda com esta coligação partidária?”
O resultado foi um não inequívoco de uma maioria de 61 por cento, sendo que a participação foi boa, para o que é costume no TLN. Acredito que em Timor-Leste a opinião seria de um não muito mais rotundo, talvez de cerca de 80 por cento, se perguntassem o mesmo de porta em porta. Ninguém verá com bons olhos uma coligação FRETILIN – CNRT, ou Alkatiri – Xanana Gusmão.
Não, porque, como foi dito por Klaudio Ximenes aqui mesmo no TLN, no título , O “REI” VAI NU MAS PASSEIA-SE PELO PAÍS, publicado ontem, “Basta de dar oportunidades a quem está farto de provar que não as merece.” Completamente de acordo.
Sou das que acredita que não há fumo sem fogo. Nada do que surgiu na imprensa e que foi aduzido a Mari Alkatiri aconteceu por acaso. Acredito que Gusmão está na disposição de se aliar com a vantagem e a razão da FRETILIN para a extirpar, para a secar, para a aniquilar. Gusmão já se apercebeu que não tem futuro fácil e que até é reprovado pelos seus próprios pares. A corrupção é enorme. Foi ele que possibilitou a distribuição de “negócios da china”, de ascensão à velocidade do som, à sua família e amigos. Tudo está por esclarecer. Todos vimos isso. Os apoios de Gusmão são os corruptos, os maus filhos de Timor-Leste e uns quantos estrangeiros oportunistas. Gusmão não é o líder que julgávamos que viria a ser. Justo, honesto, patriota. Em cada dia que passa são mais os que disso se apercebem. É hora dele partir. Até mesmo do país. Que não se esqueça de levar a sua perniciosa esposa. É imperativo e, essa sim, será uma acção digna de reconhecimento e agradecimento. Será um alívio livrarmo-nos dessa senhora que nos quer fazer colónia da Austrália e da anglofonia. Actualmente já nem o esconde.
Um primeiro-ministro que alega ir visitar o país para explicar um programa que quer implementar. Que diz querer ver o país real e as evoluções que a sua governação de quase três anos proporcionou, mas que a coberto disso leva às populações e eleitores discursos de demérito dos que apontam a corrupção que ele tem protegido, devia chegar a Díli e saber demitir-se. Afinal as suas palestras de comício têm sido de encobrimento dos seus enormes falhanços e fraudes em relação ao que havia prometido quando das eleições de 2007 – os eleitores, por preverem isso, já só 24 por cento votaram no partido que formou às pressas, o CNRT. Para quem se julgava um deus e falava então em 80 por cento dos votos foi um enorme balde de água gelada.
E é então agora que mais alguns se apercebem daquilo que era dito por muitos e foi declarado em entrevista por Mário Carrascalão, quando Gusmão formou o CNRT e se rodeou dos que se rodeou… “Ele é bom homem mas está rodeado de malandros”, foi este o sentido das palavras de Carrascalão. Pois enganou-se: Xanana Gusmão não é um bom homem, até talvez seja mais malandro que certos malandros que estão à sua volta. Sempre aqui o disse.
Onde se viu um primeiro-ministro entrar em conflito público, repleto de palavras falsas e instigadoras de ódios, para com um seu vice-primeiro-ministro, levando a reboque, por lamas que a ele pertencem, a família desse vice-primeiro-ministro? Mário Carrascalão. Ainda para mais sabendo-se que se há alguém que é bastante mal formado, que é apontado de crimes de sangue e de imensas patifarias é ele!
Gusmão, oportunamente, usou-se de Mário Carrascalão, da família Carrascalão, de outras pessoas respeitáveis e honestas do país, para se guindar a primeiro-ministro e todo poderoso de Timor-Leste. Tem recheado amigos e família com altas somas de notas de dólar. Tem-se aliado a gangsters do mesmo modo que a Howard e seus agentes para conseguir um golpe de estado de sucesso… E agora quer secá-los a todos. Porque é isso, mais tarde ou mais cedo Gusmão seca tudo e todos que o rodeiam para atingir os seus objectivos. Diz-se que o eucalipto também é o que causa. Que seca tudo à sua volta. Não sei. Mas de Gusmão sabemos. Repare-se bem no passado e no presente. Quem tem dúvidas?
É exactamente por isso que a maioria não pode concordar com uma coligação entre a FRETILIN e o CNRT, pelo menos enquanto se mantiver uma associação de boas oportunidades pessoais e egoístas e não um partido político que participe saudável e democraticamente em prol da transparência, da democracia, da nossa Pátria e do nosso Povo.
Por essas razões e por muitas outras deixo aqui a garantia de que também eu serei uma enorme crítica de uma coligação ou uma aliança da FRETILIN com o CNRT. Não por que esta minha posição seja importante, mas só para esclarecer os que tenham ainda dúvidas de que se a coligação ou aliança acontecer não será para bem de Timor-Leste mas sim de Gusmão, porque é uma das poucas alternativas que vê para se salvar da derrocada que ele próprio patrocinou. Se depois conseguirá secar a FRETILIN ou não é o que veremos. No passado tentou e não conseguiu.
A “GUERRA” SUNRISE-WOODSIDE
A “guerra” do Sunrise, da Woodside, como lhe queiram chamar, não está a acontecer por acaso. Serão tontos os que se deixarem enganar com os propósitos de Gusmão. Pouco lhe importa para onde vá o gás natural. Ou mesmo que alguma coisa lhe importe, o que ele vê de vantagem nisto - ao declarar “guerra” à Woodside, ao exigir e tomar uma posição inegociável para aparentar conseguir a vinda do gasoduto para Timor - é que desse modo pode agregar à sua volta apoios dos seus críticos e, principalmente, do povo timorense. Esta será uma oportunidade de falsamente recuperar a credibilidade perdida ao longo dos tempos e de seus comportamentos prejudiciais ao país. Também vê nesta "guerra" uma vantagem para desviar as atenções da sua má governação, da corrupção, da sua incompetência, das incompetências que ele próprio promove, etc.
Se recordarmos, se virmos na história, imensos ditadores e regimes condenados agarram a mínima oportunidade para criar à sua volta falsas ondas de patriotismo para se salvarem a eles próprios e aos seus regimes. Veja-se Salazar com a guerra colonial, a Argentina com a guerra das Malvinas, por exemplo. E tantos exemplos que existem que até nem foram bélicos mas que foram “guerras” que distraíram os povos. Não que a Argentina não tivesse razão, mas o regime escolheu aquele momento e aquela atitude para se salvar a ele próprio. Não que o gasoduto não deva de vir para Timor. Mas o que Gusmão está a fazer é procedimento conhecido por demais. Faz “guerra” à Woodside, acusa disto e daquilo a Austrália (com verdades) parecendo até que não se entendem, que não andou de mão dada com a Austrália no golpe de estado de 2006. O que está em curso é um acto de prestidigitação, nada mais. Só que, no caso do Sunrise, nada disso vai acontecer. Mas é o que Gusmão quer. Criar casos para nos distrair, para que nem pensemos que ele é uma verdadeira fraude como líder, como primeiro-ministro, como pessoa. No passado, se mereceu reconhecimentos… No presente já os cobrou. E demais. Procura secar o PSD, Zacarias da Costa da Costa, Mário Carrascalão, e todos que dele discordarem. Tem feito tudo para secar a FRETILIN. Salva-se o PD e La Sama, devido a conluios de conveniência e enquanto houver conveniência. Será que o vamos deixar secar o país?
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