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MSO – Lusa - 29 abril 2010
Díli - O Governo de Timor-Leste reagiu hoje com um comunicado oficial ao anúncio da Woodside de uma plataforma flutuante para o gás do campo Greater Sunrise, no mar de Timor, avisando que não vai aceitar essa solução "agora ou no futuro".
Num comunicado divulgado pelo Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Ágio Pereira, e o secretário de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, consideram que o conceito de plataforma flutuante para o Greater Sunrise "nem é dos melhores para os interesses do povo Timor-Leste, nem técnica e comercialmente".
O porta-voz do Governo e secretário de Estado do Conselho de Ministros, Agio Pereira, reitera a posição do Governo: "A nação está firmemente empenhada em construir uma indústria do petróleo em terra, inclusive um gasoduto para Timor-Leste a partir do campo Greater Sunrise".
Timor-Leste "não irá aprovar qualquer desenvolvimento do Greater Sunrise, que não inclua um gasoduto para Timor-Leste".
No comunicado, o Governo timorense censura o anúncio feito pela Woodside, por apresentar a sua opção antes da consulta adequada com os proprietários dos recursos (a Austrália e Timor-Leste).
"A Woodside estava ciente da posição dos governos perante o anúncio de hoje, mas optou por continuar independente. Isso não é apenas uma fonte de grande preocupação, mas reflete um nível inaceitável de arrogância, comenta o comunicado oficial, deixando claro que "a abordagem foi significativamente comprometedora para o futuro das relações com o Governo de Timor-Leste".
O secretário de Timor-Leste de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, observa que, "para Timor-Leste, o processo do projeto Sunrise ainda está em estágios iniciais e muito longe de qualquer aprovação posterior de um plano de desenvolvimento".
Alfredo Pires regista também que a Woodside e os seus parceiros do consórcio "ainda terão de respeitar as questões técnicas pendentes, solicitadas pelo regulador Autoridade Nacional do Petróleo (ANP), uma instituição pública de Timor-Leste".
Segundo o secretário de Estado que tutela os Recursos Naturais, "questões muito pertinentes do ponto de vista fiscal e regulamentar, e dos acordos comerciais para o processamento do gás, estão ainda a ser negociadas".
"Timor-Leste não vai aprovar ou concordar com qualquer regime que não inclua um gasoduto e unidade de tratamento do gás natural liquefeito construídos em terra, em Timor-Leste. A Woodside tem de reconhecer isso, e não é possível continuar a enganar o público", alerta.
O comunicado destaca que a Austrália tem sido a beneficiária do atual desenvolvimento do campo de Bayu Undan, no Mar de Timor, reafirmando que "desta vez, o pipeline do Greater Sunrise tem de vir para Timor-Leste, sendo a única solução equitativa que melhor satisfaz as obrigações do Tratado".
"O Governo de Timor-Leste vai continuar a planear e desenvolver o sector industrial petrolífero e de gás em terra, e indústrias associadas, o que é considerado um elemento crítico para fazer crescer a sua economia, e levantar os timorenses da pobreza", finaliza.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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MSO – Lusa - 29 abril 2010
Díli - O Governo de Timor-Leste reagiu hoje com um comunicado oficial ao anúncio da Woodside de uma plataforma flutuante para o gás do campo Greater Sunrise, no mar de Timor, avisando que não vai aceitar essa solução "agora ou no futuro".
Num comunicado divulgado pelo Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Ágio Pereira, e o secretário de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, consideram que o conceito de plataforma flutuante para o Greater Sunrise "nem é dos melhores para os interesses do povo Timor-Leste, nem técnica e comercialmente".
O porta-voz do Governo e secretário de Estado do Conselho de Ministros, Agio Pereira, reitera a posição do Governo: "A nação está firmemente empenhada em construir uma indústria do petróleo em terra, inclusive um gasoduto para Timor-Leste a partir do campo Greater Sunrise".
Timor-Leste "não irá aprovar qualquer desenvolvimento do Greater Sunrise, que não inclua um gasoduto para Timor-Leste".
No comunicado, o Governo timorense censura o anúncio feito pela Woodside, por apresentar a sua opção antes da consulta adequada com os proprietários dos recursos (a Austrália e Timor-Leste).
"A Woodside estava ciente da posição dos governos perante o anúncio de hoje, mas optou por continuar independente. Isso não é apenas uma fonte de grande preocupação, mas reflete um nível inaceitável de arrogância, comenta o comunicado oficial, deixando claro que "a abordagem foi significativamente comprometedora para o futuro das relações com o Governo de Timor-Leste".
O secretário de Timor-Leste de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, observa que, "para Timor-Leste, o processo do projeto Sunrise ainda está em estágios iniciais e muito longe de qualquer aprovação posterior de um plano de desenvolvimento".
Alfredo Pires regista também que a Woodside e os seus parceiros do consórcio "ainda terão de respeitar as questões técnicas pendentes, solicitadas pelo regulador Autoridade Nacional do Petróleo (ANP), uma instituição pública de Timor-Leste".
Segundo o secretário de Estado que tutela os Recursos Naturais, "questões muito pertinentes do ponto de vista fiscal e regulamentar, e dos acordos comerciais para o processamento do gás, estão ainda a ser negociadas".
"Timor-Leste não vai aprovar ou concordar com qualquer regime que não inclua um gasoduto e unidade de tratamento do gás natural liquefeito construídos em terra, em Timor-Leste. A Woodside tem de reconhecer isso, e não é possível continuar a enganar o público", alerta.
O comunicado destaca que a Austrália tem sido a beneficiária do atual desenvolvimento do campo de Bayu Undan, no Mar de Timor, reafirmando que "desta vez, o pipeline do Greater Sunrise tem de vir para Timor-Leste, sendo a única solução equitativa que melhor satisfaz as obrigações do Tratado".
"O Governo de Timor-Leste vai continuar a planear e desenvolver o sector industrial petrolífero e de gás em terra, e indústrias associadas, o que é considerado um elemento crítico para fazer crescer a sua economia, e levantar os timorenses da pobreza", finaliza.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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