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ANGOLA PRESS-07-03-2010
Bradford - O presidente timorense, Ramos Horta, promete continuar a fazer campanha pela democracia na Birmânia, mesmo que isso prejudique a adesão de Timor-Leste à organização regional asiática, Asean, prevista para 2012 ou 2013.
Numa palestra na Universidade de Bradford, no norte de Inglaterra, onde se encontra até hoje, a convite da organização internacional PeaceJam, José Ramos salientou que a adesão já recebeu o apoio da Birmânia.
"Esperamos aderir entre 2012 e 2013, se tudo continuar a correr bem no país, economica, financeira e politicamente", disse.
Todavia, reconheceu ser avisado frequentemente que "falar demais" sobre a situação naquele país pode prejudicar a adesão à Asean, a Associação dos Países do sudoeste Asiático.
"Mas eu respondo que, se é esse o caso, então seja. Mas espero que não chegue a esse ponto", vincou.
A Asean é atualmente composta por dez países: Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietname, tendo ainda como membro observador a Papua-Nova Guiné.
O prémio Nobel da Paz aceitou lançar uma nova petição internacional, a pedir a liberdade da opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, também ela Nobel da Paz, o que já fez em outras ocasiões, no passado.
Apesar de condenar o desrespeito de Rangum pelos direitos humanos, Ramos Horta criticou as atuais sanções impostas ao país.
"As sanções impostas são sobretudo sobre o setor têxtil e quem trabalha no setor têxtil? Milhares de birmaneses", salientou, mostrando preferência por um embargo ao comércio de armas.
O chefe de Estado timorense manifestou-se convicto de que uma solução pode estar para breve, tendo informações de que "os militares querem deixar de ser um Estado pária e voltar a ter uma forma de legitimidade internacional".
Ainda assim, defendeu que a pressão internacional sobre o regime militar deve continuar e pode ter frutos, tal como aconteceu no caso de Timor-Leste.
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ANGOLA PRESS-07-03-2010
Bradford - O presidente timorense, Ramos Horta, promete continuar a fazer campanha pela democracia na Birmânia, mesmo que isso prejudique a adesão de Timor-Leste à organização regional asiática, Asean, prevista para 2012 ou 2013.
Numa palestra na Universidade de Bradford, no norte de Inglaterra, onde se encontra até hoje, a convite da organização internacional PeaceJam, José Ramos salientou que a adesão já recebeu o apoio da Birmânia.
"Esperamos aderir entre 2012 e 2013, se tudo continuar a correr bem no país, economica, financeira e politicamente", disse.
Todavia, reconheceu ser avisado frequentemente que "falar demais" sobre a situação naquele país pode prejudicar a adesão à Asean, a Associação dos Países do sudoeste Asiático.
"Mas eu respondo que, se é esse o caso, então seja. Mas espero que não chegue a esse ponto", vincou.
A Asean é atualmente composta por dez países: Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietname, tendo ainda como membro observador a Papua-Nova Guiné.
O prémio Nobel da Paz aceitou lançar uma nova petição internacional, a pedir a liberdade da opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, também ela Nobel da Paz, o que já fez em outras ocasiões, no passado.
Apesar de condenar o desrespeito de Rangum pelos direitos humanos, Ramos Horta criticou as atuais sanções impostas ao país.
"As sanções impostas são sobretudo sobre o setor têxtil e quem trabalha no setor têxtil? Milhares de birmaneses", salientou, mostrando preferência por um embargo ao comércio de armas.
O chefe de Estado timorense manifestou-se convicto de que uma solução pode estar para breve, tendo informações de que "os militares querem deixar de ser um Estado pária e voltar a ter uma forma de legitimidade internacional".
Ainda assim, defendeu que a pressão internacional sobre o regime militar deve continuar e pode ter frutos, tal como aconteceu no caso de Timor-Leste.
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