
Pagina Lusofona
O ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste admitiu hoje que a ligação do gasoduto do campo petrolífero 'Greater Sunrise', em disputa com a Austrália, é vital para o desenvolvimento nacional e disse esperar uma decisão este ano.
"Penso que é vital para o país. Timor-Leste é um país rico com gente pobre", disse o ministro João Gonçalves à agência Lusa, à margem da I Reunião dos Ministros dos Assuntos do Mar da CPLP, que decorreu esta manhã no Forte de S. Julião da Barra, em Oeiras.
João Gonçalves referiu que o "assunto ainda não está resolvido" e que ainda decorrem as negociações com o consórcio explorador, a Woodside.
"O gasoduto é extremamente importante para o desenvolvimento económico do nosso país e continuamos a insistir com a companhia Woodside em trazer o gasoduto para Timor-Leste", disse.
O ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste adiantou que espera uma decisão ainda este ano, até porque o contrato assinado pela Woodside com os dois países prevê um prazo para o início da exploração, prazo esse que termina dentro de dois anos e meio.
"É com certeza do interesse da companhia que o assunto seja resolvido o mais rápido possível", referiu.
Embora admita que existam algumas "pressões políticas" do lado australiano, João Gonçalves recusa que este diferendo que opõem os dois países tenha provocado fissuras nas relações entre os dois países, tendo recordado que o próprio Governo australiano já veio a público dizer que esta questão é meramente comercial e que é do interesse de Timor-Leste manter as boas relações de vizinhança que tem com a Austrália.
O campo petrolífero 'Greater Sunrise', localizado no Mar de Timor, tem direitos de prospecção partilhados por Timor-Leste e Austrália.
O tratado assinado estipula que os dois países cheguem a acordo sobre um plano de desenvolvimento conjunto até 2013. No entanto, o governo de Timor-Leste recusou até agora todas as propostas apresentadas pelo consórcio liderado pela empresa australiana Woodside Petroleum Ltd.
A Woodside, que lidera um consórcio integrado também pela Royal Dutch/Shell, Osaka Gás e ConocoPhillips, tem argumentado que transportar os recursos por gasoduto para uma unidade processadora em Darwin (Austrália), a mais de 500 quilómetros de distância, é a opção comercialmente mais viável, tendo também estudado a possibilidade de transportar o gás até uma plataforma flutuante.
Mas Timor-Leste quer construir um oleoduto desde a profundidade do mar até à sua costa, aproximadamente a um terço da distância de um oleoduto até Darwin, no norte da Austrália.
O governo de Timor-Leste tem vindo a procurar parceiros comerciais para desenvolver uma indústria petroquímica nacional, que, segundo o executivo, estimularia o crescimento económico e ajudaria a reduzir o desemprego no país.
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O ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste admitiu hoje que a ligação do gasoduto do campo petrolífero 'Greater Sunrise', em disputa com a Austrália, é vital para o desenvolvimento nacional e disse esperar uma decisão este ano.
"Penso que é vital para o país. Timor-Leste é um país rico com gente pobre", disse o ministro João Gonçalves à agência Lusa, à margem da I Reunião dos Ministros dos Assuntos do Mar da CPLP, que decorreu esta manhã no Forte de S. Julião da Barra, em Oeiras.
João Gonçalves referiu que o "assunto ainda não está resolvido" e que ainda decorrem as negociações com o consórcio explorador, a Woodside.
"O gasoduto é extremamente importante para o desenvolvimento económico do nosso país e continuamos a insistir com a companhia Woodside em trazer o gasoduto para Timor-Leste", disse.
O ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste adiantou que espera uma decisão ainda este ano, até porque o contrato assinado pela Woodside com os dois países prevê um prazo para o início da exploração, prazo esse que termina dentro de dois anos e meio.
"É com certeza do interesse da companhia que o assunto seja resolvido o mais rápido possível", referiu.
Embora admita que existam algumas "pressões políticas" do lado australiano, João Gonçalves recusa que este diferendo que opõem os dois países tenha provocado fissuras nas relações entre os dois países, tendo recordado que o próprio Governo australiano já veio a público dizer que esta questão é meramente comercial e que é do interesse de Timor-Leste manter as boas relações de vizinhança que tem com a Austrália.
O campo petrolífero 'Greater Sunrise', localizado no Mar de Timor, tem direitos de prospecção partilhados por Timor-Leste e Austrália.
O tratado assinado estipula que os dois países cheguem a acordo sobre um plano de desenvolvimento conjunto até 2013. No entanto, o governo de Timor-Leste recusou até agora todas as propostas apresentadas pelo consórcio liderado pela empresa australiana Woodside Petroleum Ltd.
A Woodside, que lidera um consórcio integrado também pela Royal Dutch/Shell, Osaka Gás e ConocoPhillips, tem argumentado que transportar os recursos por gasoduto para uma unidade processadora em Darwin (Austrália), a mais de 500 quilómetros de distância, é a opção comercialmente mais viável, tendo também estudado a possibilidade de transportar o gás até uma plataforma flutuante.
Mas Timor-Leste quer construir um oleoduto desde a profundidade do mar até à sua costa, aproximadamente a um terço da distância de um oleoduto até Darwin, no norte da Austrália.
O governo de Timor-Leste tem vindo a procurar parceiros comerciais para desenvolver uma indústria petroquímica nacional, que, segundo o executivo, estimularia o crescimento económico e ajudaria a reduzir o desemprego no país.
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